
Ana Elisa cita "ditadura militar" e associa incêndio na UFPE a "fascistas"
Deputada eleita pelo PT em MG, Ana Elisa afirmou que estudantes passaram a ser alvo de ameaças após manifestações em apoio a Lula
08/10/2026 08:20

Belo Horizonte — A deputada federal eleita por Minas Gerais Ana Elisa (PT) se manifestou, nesta quinta-feira (8/10), sobre o incêndio que atingiu um prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Recife, na noite de quarta-feira (7/10). A petista relacionou o episódio ao clima de tensão política após o primeiro turno das eleições e fez críticas ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
Em uma publicação nas redes sociais, Ana Elisa compartilhou imagens do prédio em chamas e reproduziu mensagens com ameaças dirigidas a estudantes da universidade.
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“O Brasil teve 21 anos de ditadura militar. Como se isso não bastasse, neste fim de semana, escolheu um fascista para ficar em primeiro lugar nas eleições. Os jovens foram às ruas, e eles já começaram a fazer o que todo fascista faz: tentar eliminar”, escreveu.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA parlamentar também destacou que o incêndio ocorreu um dia após manifestações de estudantes em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa o segundo turno contra Flávio Bolsonaro.
Entenda o caso
O incêndio atingiu o prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine) da UFPE, localizado na zona oeste do Recife, nas proximidades da Casa do Estudante. Cinco viaturas do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas para combater as chamas.
O episódio ocorreu um dia depois de estudantes da instituição participarem de manifestações em defesa da democracia, da educação e em apoio ao presidente Lula, na terça-feira (6/10).
Nas imagens compartilhadas por Ana Elisa, também aparecem mensagens atribuídas a autores de ameaças contra estudantes. Em uma delas, há referência à possibilidade de uma explosão em um departamento da universidade caso Flávio Bolsonaro não vença o segundo turno.
O deputado federal eleito por Pernambuco Jones Manoel (PSol) também afirmou ter recebido relatos sobre o incêndio e disse que estudantes teriam sido ameaçados horas antes do episódio.
Apesar das manifestações dos parlamentares, ainda não há confirmação de que o incêndio tenha sido criminoso ou esteja relacionado às ameaças e aos protestos políticos.
Até o momento, as causas do incêndio não foram esclarecidas. O Corpo de Bombeiros também não informou a dimensão dos danos nem se houve vítimas. Trata-se do terceiro episódio semelhante registrado na universidade em uma semana.



