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Apuração pelo Brasil

Minas Gerais

Ameaças de morte e estupro contra Ana Elisa seguem sem solução após um mês

Deputada eleita por MG, Ana Elisa denunciou ameaças racistas em setembro; Polícia Civil informou que o caso continua em apuração

08/10/2026 11:47
Reprodução
Ana Elisa Santos Silva

Belo Horizonte — Mais de um mês após denunciar ameaças racistas de morte e estupro, a deputada federal eleita por Minas Gerais Ana Elisa (PT), de 21 anos, ainda aguarda esclarecimentos sobre o caso. Procurada pelo Metrópoles nessa quinta-feira (8/10), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que a investigação continua em andamento, mas não divulgou novos detalhes.

As ameaças foram recebidas por e-mail no dia 5 de setembro, quando Ana Elisa ainda disputava uma vaga na Câmara dos Deputados. Nas mensagens, o autor se apresentava como integrante de um “grupo supremacista branco”, citava dados pessoais da então candidata e também ameaçava familiares dela.

Em nota enviada à reportagem, a Polícia Civil informou apenas que o caso permanece sob investigação.

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“A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informa que o referido caso segue em apuração. Outras informações serão repassadas em momento oportuno”, declarou a instituição.

A corporação não esclareceu se o responsável pelas mensagens já foi identificado ou se houve algum avanço nas investigações desde o registro da ocorrência.

Relembre o caso

O caso foi denunciado à polícia em 5 de setembro. Segundo o boletim de ocorrência, registrado na 142ª Companhia da Polícia Militar, Ana Elisa apresentou capturas de tela das mensagens e relatou que já havia recebido outro e-mail com conteúdo semelhante.

A ocorrência foi classificada inicialmente como ameaça e injúria racial. As mensagens continham referências a grupos extremistas, ofensas racistas e ameaças explícitas de violência sexual e morte.

Na época, a campanha da petista optou por não divulgar a íntegra do conteúdo nem identificar publicamente o grupo mencionado pelo autor, por razões de segurança.

Em parecer jurídico, a equipe da então candidata apontou indícios de ameaça, racismo e violência política de gênero. Segundo a assessoria, as mensagens representavam uma tentativa de intimidar Ana Elisa e prejudicar sua participação na disputa eleitoral.

A equipe jurídica também informou que havia adotado as providências policiais e judiciais cabíveis para tentar identificar o responsável.

Desde a denúncia, Ana Elisa foi eleita deputada federal por Minas Gerais nas eleições de 4 de outubro.