
Aliança entre Cleitinho e Flávio esfria às vésperas das convenções
Presidente do Republicanos de Minas afirmou que, caso PL lance candidato próprio, Cleitinho deverá concorrer como independente

Belo Horizonte – A aliança do senador e pré-candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) com o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) para a disputa em Minas Gerais está perdendo força com o aproximar das convenções partidárias, que se iniciam em 20 de julho e seguem até 5 de agosto.
Cleitinho faz jogo duro e o PL já trabalha opções internas. O prazo para que o mineiro oficializasse se iria ou não concorrer ao Palácio Tiradentes foi adiado em diversas oportunidades. A última dela coloca como novo prazo o mês de agosto, muito em cima para o PL.
A indefinição é vista com temor pelo diretório estadual do partido de Flávio, que decidiu construir uma alternativa, apesar de afirmar que tinha o acordo com Cleitinho como prioridade.
Entenda o impasse entre o PL e Cleitinho
- O PL queria apoiar Cleitinho desde o início da pré-campanha em Minas
- Cleitinho, no entanto, adiou várias vezes a decisão sobre disputar o governo e os aliados perderam a paciência
- O PL passou a discutir uma candidatura própria e o favorito no momento é Vittorio Medioli
- O Republicanos reagiu: se o PL lançar candidato, Cleitinho disputará de forma independente, sem dar palanque a Flávio
- As convenções partidárias, entre 20 de julho e 5 de agosto, vão definir o cenário eleitoral
Alas do PL mineiro passaram a defender que, na convenção de 23 de julho, a legenda anuncie a candidatura do ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli ao governo. Algo que não é consenso, já que alguns ainda defendem esperar o aliado do Republicanos.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesDo lado do partido de Cleitinho, porém, não há entusiasmo pela aliança. Desde a divulgação de sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, Flávio vem enfrentando dificuldade maior para fechar suas alianças.
A estratégia dos dois palanques
A divergência no PL acabou gerando uma nova estratégia, onde a intenção era que tanto Vittorio quanto Cleitinho sairiam candidatos ao governo de Minas Gerais, dando espaço a Flávio Bolsonaro no palanque, e que, num possível segundo turno, os dois se alinhassem em apoio a quem tiver avançado.
A direção do Republicanos não viu a possibilidade com bons olhos. O presidente da legenda em Minas Gerais afirmou que, caso o PL lance uma candidatura própria, Cleitinho sairá como independente, sem ligação com a chapa de Flávio Bolsonaro.
Com a convenção partidária do Republicanos mineiro marcada para 5 de agosto, último dia do prazo, a intenção é que a oficialização de Cleitinho ocorra apenas no último momento.
Apesar da candidatura de Medioli ainda não estar confirmada, até como uma forma de tentar não sinalizar para um possível rompimento com o potencial aliado, o ex-prefeito já começou a sondar possíveis nomes a vice em sua eventual chapa.








