123 Milhas se manifesta sobre afastamento de desembargador do TJMG
Desembargador Alexandre Victor de Carvalho é investigado por suposto favorecimento na condução da recuperação judicial da 123 Milhas
atualizado
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O Grupo 123 Milhas, que passa por recuperação judicial, se manifestou nesta terça-feira (31/3) sobre o afastamento do desembargador que trata desse processo no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
O desembargador Alexandre Victor de Carvalho (imagem em destaque) foi afastado do cargo pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na segunda (30/3) . Ele é investigado por supostas irregularidades e favorecimento na condução da ação. Meia hora após o afastamento, ele pediu aposentadoria da magistratura.
Segundo a 123 Milhas, “em nenhum momento, houve favorecimento às empresas do grupo, aos sócios ou às pessoas envolvidas no processo de recuperação judicial por decisões do desembargador afastado”.
O grupo alega ainda que “a decisão do CNJ diz respeito à indevida substituição dos administradores judiciais nomeados pela juíza de primeiro grau, ato que não foi solicitado pela 123milhas e que não a favoreceu de nenhuma forma. Pelo contrário, implicou despesas extraordinárias para a empresa”.
A 123 Milhas quebrou deixando mais de 800 mil pessoas no prejuízo. O grupo alega que “sempre se pautou pela transparência e pela lisura no processo de recuperação judicial, buscando alcançar seu maior objetivo, que é o de honrar os compromissos com seus credores”.
O afastamento do desembargador
A investigação sobre o desembargador Alexandre Victor de Carvalho feita até agora mostra, segundo o CNJ, “um padrão de atuação que aparentemente extrapola a simples divergência jurídica, configurando, em tese, violação dos deveres funcionais da magistratura”.
Esta é a segunda vez que o magistrado é afastado pelo CNJ por causa da mesma investigação. A primeira foi em dezembro de 2024 e durou 60 dias. Dessa vez, o afastamento é por tempo indeterminado.
Ele atua no processo de recuperação judicial da 123 Milhas desde 2023 e é suspeito de irregularidades ao reformar decisões de instâncias inferiores e de liberar honorários milionários para administradores nomeados por ele.
