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Caneta brasileira contra obesidade chega em agosto com menor preço

Produzidas no Brasil, canetas da EMS prometem tratar obesidade e diabetes com até 20% de economia. Chegada às farmácias será em agosto

18/06/2025 15:26
Getty Images
Injeções para perda de peso com Semaglutida. Uma mulher obesa administra uma injeção de hormônio peptídeo semelhante ao glucagon-1 (GLP-1) no abdômen com uma seringa de caneta para tratar diabetes

A farmacêutica brasileira EMS lançará, a partir de agosto, dois medicamentos injetáveis indicados para obesidade e diabetes tipo 2: Olire e Lirux. Ambos contêm liraglutida, substância que atua no cérebro ajudando a controlar o apetite e os níveis de glicose no sangue. Produzidos no Brasil, os remédios devem custar até 20% menos que os similares importados.

Os medicamentos fazem parte da classe dos análogos de GLP-1, conhecida por auxiliar na perda de peso e no controle glicêmico de forma mais eficaz. Com a fabricação nacional, o acesso a esse tipo de tratamento tende a se ampliar significativamente.

Tecnologia aliada a mudanças de hábito

A EMS destaca que, embora promissoras, as novas canetas não representam solução imediata. “São ferramentas que devem ser integradas a um plano de tratamento mais amplo, com reeducação alimentar, exercícios físicos e acompanhamento profissional”, informa a farmacêutica.

A liraglutida age aumentando a saciedade e reduzindo a fome, o que favorece uma alimentação mais equilibrada. Para pacientes com diabetes tipo 2, o medicamento também auxilia no controle dos picos de insulina, fator essencial para a estabilização da glicemia.

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Expansão e futuro do tratamento

Nos próximos 12 meses, mais de 500 mil unidades devem ser disponibilizadas em farmácias brasileiras. Além disso, a EMS já planeja o lançamento de versões com semaglutida — princípio ativo presente em medicamentos como Ozempic e Wegovy — a partir de 2026, quando expira a patente da substância no Brasil.

A chegada dos novos fármacos marca um avanço importante no combate à obesidade e ao diabetes no país. Com produção local e preços mais baixos, cresce a expectativa de que mais pacientes consigam manter o tratamento. O remédio é um apoio — mas, como reforça a empresa, a transformação depende do comprometimento de cada pessoa.