Bolsonaro é presidente, não vidente
O porta-voz da Presidência da República, general Otávio do Rêgo Barros, negou que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) tenha dito que o governo passaria por uma “tsunami” nesta semana referindo-se às investigações sobre o caso Queiroz. Nesta segunda-feira (13/05/2019), o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) autorizou as quebras dos sigilos bancários do senador Flávio […]
atualizado
Compartilhar notícia
O porta-voz da Presidência da República, general Otávio do Rêgo Barros, negou que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) tenha dito que o governo passaria por uma “tsunami” nesta semana referindo-se às investigações sobre o caso Queiroz. Nesta segunda-feira (13/05/2019), o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) autorizou as quebras dos sigilos bancários do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente; de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, e de outros 88 ex-funcionários do gabinete do então deputado estadual, bem como de parentes e empresas de todos eles.
Tudo está relacionado ao caso das supostas movimentações financeiras atípicas, detectadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) nas contas de Queiroz e Flávio Bolsonaro.
“O presidente deveria ser vidente para, falando de ‘tsunami’, identificar que seria alguma coisa relacionada a Flávio Bolsonaro”, disparou Rêgo Barros durante a conversa diária com os jornalistas. “Em tese, ele falou sobre os vários desafios [do governo federal] e ainda brincou comigo: isso [ter uma tsunami] vai depender de São Pedro”, completou o porta-voz.
Rêgo Barros encerrou o assunto com uma recomendação à imprensa: “O presidente, como de rotina sobre as questões de Justiça, pede que vocês enderecem [os pedidos de informações] aos envolvidos”.
