Governantes deveriam buscar testar pessoas imunes ao coronavírus

Estas deveriam ser liberadas para o exercício de suas atividades habituais. “Do ponto de vista prático e imunológico”, observa Murad

atualizado 27/03/2020 16:54

O dr. André Murad, oncologista, doutor em genética de reputação e experiência mundiais, professor da Universidade Federal de Minas Gerais e consultor de diversos centros de pesquisa médica internacionais, tem chamado a atenção para um aspecto que mobiliza muitos dos melhores cérebros da infectologia brasileira na atual epidemia do coronavírus – mas que fica escondido, à força, pela arrogância ignorante das autoridades públicas que nos dão ordens.

Murad diz, muito simplesmente, que não foi detectada a infecção em um grande número de brasileiros (é impossível, cientificamente, saber quantos) e que essas pessoas se curaram sozinhas com a ação de autodefesa dos seus próprios organismos.

Resultado: elas se tornaram imunes, queiram ou não os governadores, prefeitos e inspetores de quarteirão que comandam o “combate à epidemia”. Tendo se tornado imunes, observa o dr. Murad, elas não podem, simplesmente, contagiar ninguém. Isso não é uma hipótese. É ciência.

Os governantes e médicos, diante disso, deveriam estar desenvolvendo esforços concentrados – há mais de uma maneira de fazer isso – na aplicação maciça dos testes sorológicos rápidos, simples e de baixo custo que estão hoje disponíveis para detectar os casos de pessoas já imunes.

Estas deveriam ser liberadas imediatamente para o exercício de suas atividades habituais. “Do ponto de vista prático e imunológico”, observa o dr. Murad. Eu pergunto: “Alguém pode me esclarecer, por favor, qual o benefício de se manter uma pessoa saudável em quarentena quando ela já apresenta sorologia compatível comunidade ao vírus?”.

Ninguém responde, é claro. Os governadores não querem saber de argumentos científicos. Só pensam naquilo: como utilizar o “confinamento total” para arruinar mais e mais a economia do país. Apostam que vão tirar lucro político disso. São, eles sim, os militantes da morte.

* Este texto representa as opiniões e ideias do autor.

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