Metrópoles - O mais acessado do Brasil
Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Janela Indiscreta

Justiça nega devolução de bens apreendidos à deputada Sandra Faraj

Entre os itens, um caderno de “orações e sonhos”, com anotações pessoais da deputada, e um revólver calibre 38, que seria do marido de Faraj

Juliana Cavalcante14/08/2017 18:33, atualizado 14/08/2017 20:18
Metrópoles - O mais acessado do Brasil
Compartilhar notícia
Michael Melo/Metrópoles
Justiça nega devolução de bens apreendidos à deputada Sandra Faraj

A desembargadora Simone Lucindo, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), negou pedido da deputada Sandra Faraj (SD) para restituir alguns objetos apreendidos no gabinete e na casa da distrital durante operação realizada em abril deste ano. Entre os bens, um caderno de “orações e sonhos”, com anotações pessoais da deputada, e um revólver calibre 38, que Sandra alega ser do marido.

Na petição, a defesa sustenta que o caderno com os registros particulares da distrital tem conteúdo “absolutamente alheio ao tema da investigação”, ligado “à fé e intimidade” de Sandra. Os advogados da deputada também queriam reaver um notebook Sony e o revólver calibre 38 apreendidos em sua casa por pertencerem ao marido, “que não é alvo da investigação”.

Sandra ainda pedia a devolução de equipamentos apreendidos na Câmara Legislativa, como aparelhos celulares, notebook e pendrives. Segundo ela, os itens não seriam de servidores lotados em seu gabinete e a apreensão estaria atrapalhando a atividade de assessoria parlamentar. A magistrada, entretanto, vetou todos os pedidos.

Para a desembargadora Simone Lucindo, os objetos citados pela distrital são relevantes à investigação e a deputada deve aguardar a conclusão do trabalho pericial. “Enquanto os bens apreendidos forem considerados necessários à elucidação dos fatos, devem ser preservados como meio de prova”, ressaltou.

Além de negar os pedidos, a magistrada pede que Sandra Faraj comprove a regularidade da posse da arma de fogo apreendida. A assessoria da deputada esclareceu ao Metrópoles que já consta um documento nos autos do processo, do comando da Aeronáutica, que comprova a autorização do marido da distrital para a posse da arma. A defesa já acionou a Justiça para esclarecer o fato.

Com relação ao restante do teor da decisão, a assessoria informou que a deputada não irá comentar.