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Janela Indiscreta

Afastamento de profissionais chega a 50% em UPAs no DF, diz SindSaúde

Sindicato relata exaustão das equipes da linha de frente e sugere contratação emergencial de especialistas para desafogar unidades

14/01/2022 19:01
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Arthur Menescal/Especial Metrópoles
Pessoas doentes em hospital com placa escrito Posto de Triagem

Os afastamentos de profissionais da linha de frente contra a Covid-19 chegaram a 50% em algumas unidades de pronto atendimento (UPAs) do Distrito Federal, conforme informou nesta sexta-feira (14/1) o Sindicato dos Funcionários em Estabelecimento de Saúde (SindSaúde-DF)

Em comunicado divulgado, a entidade informou que, segundo relatos obtidos, “em algumas UBSs mais de 50% do efetivo está afastado, o que dificulta o atendimento”.

O sindicato também registrou que, em contrapartida, “as filas de pacientes aumentam de maneira acelerada considerando a taxa de transmissão estar elevada”.

No mais recente boletim epidemiológico divulgado, o Governo do Distrito Federal (GDF) indicou que a taxa de infecção pela Covid-19 está em 2.12 – o que significa que cada 100 casos confirmados infectam outras 212 pessoas.
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O hospital acoplado ao Hospital Regional de Samambaia foi inaugurado em maio de 2021
Os hospitais modulares de Ceilândia e de Samambaia foram construídos com apoio de recursos privados, e por iniciativa do Comitê Todos contra a Covid-19, coordenado por Paco
O governador Ibaneis Rocha e o vice-governador, Paco Britto, determinaram a abertura de mais leitos de UTI
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O governador Ibaneis Rocha e o vice-governador, Paco Britto, determinaram a abertura de mais leitos de UTI

Joel Rodrigues/Agência Brasília
O hospital acoplado ao Hospital Regional de Samambaia foi inaugurado em maio de 2021
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O hospital acoplado ao Hospital Regional de Samambaia foi inaugurado em maio de 2021

Vinícius de Melo/Agência Brasília
Os hospitais modulares de Ceilândia e de Samambaia foram construídos com apoio de recursos privados, e por iniciativa do Comitê Todos contra a Covid-19, coordenado por Paco
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Os hospitais modulares de Ceilândia e de Samambaia foram construídos com apoio de recursos privados, e por iniciativa do Comitê Todos contra a Covid-19, coordenado por Paco

Vinícius de Melo/Agência Brasília
Fluxo de pacientes

Para a presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues, é necessário que a Secretaria de Saúde  estabeleça as unidades específicas para cada demanda da população, o que evitaria a peregrinação dos pacientes e garantiria maior cuidado ao usuário do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Os moradores do DF estão chegando às Unidades de Pronto Atendimento (UPA) encontram muita dificuldade para fazer testes, avolumam-se nas portas dos hospitais e também encontram dificuldade no acolhimento e atendimento, consequência da escassez de profissionais. Neste momento de alta nos índices de contaminação, é imprescindível que a SES reavalie suas portas de entrada e suas prioridades”, afirmou Marli.

A sindicalista sugere que a Secretaria de Saúde realize contratos emergenciais de novos profissionais voltados especificamente para o atendimento de pacientes acometidos por síndromes gripais e Covid-19. Essa medida, segundo Rodrigues, “ajudaria a desafogar o quadro de pessoal da pasta”.

O que diz o GDF?

O Metrópoles procurou a Secretaria de Saúde para confirmar os números apresentados pelo SindSaúde, mas a pasta não retornou ao contato da reportagem.

Por nota, a Secretaria de Economia informou que, “dos atestados homologados até o momento, 3.207 servidores da Secretaria de Saúde se afastaram do trabalho para tratamento da própria saúde entre os dias 1o e 31 de dezembro de 2021”.

Ainda segundo a Economia, a Secretaria de Saúde tem atualmente 30.884 servidores ativos estatutários.