Vasto oferece menu amplo para atender a diversos tipos de paladar

Conheça as minhas primeiras impressões sobre o restaurante, que aposta em pratos que vão de sushis a carnes grelhadas e massas

atualizado 06/12/2021 20:05

Divulgação

Levei bastante tempo para conhecer o Vasto. A casa, aberta desde fevereiro do ano passado no Brasília Shopping, ganhou a segunda unidade na 108 Sul, a quadra modelo de Brasília. A inauguração desta, em outubro, teve pompa e circunstância, e ganhou o noticiário local. Esperei o frisson passar e estive lá nesta semana para conferir se os comentários positivos se justificavam, afinal de contas, sabemos que nem sempre a badalação em torno de um novo endereço garante um bom serviço e comida de qualidade.

Já vou logo dizendo que fiquei surpresa. Primeiramente com o ambiente, bastante classudo com direito até a piano para acompanhar a bela voz que entoava clássicos do jazz. O atendimento inicial foi bem solícito e cortês, embora com alguma desatenção aqui e ali durante o serviço propriamente dito. Gostei dos móveis, especialmente das cadeiras, que são bem confortáveis, e das luminárias. Digo o mesmo para a luz natural, que entra pelas “paredes” de vidro e deixa à mostra a bela e antiga árvore que mora no terreno.

Outra surpresa para mim, que pouco li sobre a casa para não me influenciar, foi o tamanho do menu. É bem vasto (risos) e pode atender a diversos paladares. Saladas, sushis, massas e carnes grelhadas dividem a atenção dos visitantes. Nesta minha primeira ida, tentei fazer um mix de pratos que não ultrapassasse o meu orçamento e que ficasse na linha mais leve, afinal, dezembro é o mês mais pesado para quem trabalha com gastronomia, então estou tentando não me exceder demais.

A primeira opção de entrada que me chamou a atenção foi a couve-flor inteira, gratinada com molho branco e servida com outro molho de coentro (R$ 45), que eles chamam de pesto. É cozida na medida e bem suculenta. Para quem é vegetariano ou ama o vegetal, assim como eu, vale a pena. Outro item que quis testar, por não ser muito fácil de ser preparado, foi o ovo mollet (R$ 29). Veio crocante por fora (ele é empanado na farinha panko) e com a gema mole. O molho de cogumelos que acompanha é daqueles que dá vontade de beber no próprio prato de tão viscoso e bem temperado. Mais um ponto pra casa!

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No rol de entradas ainda tem opções diversas, como focaccia, mexilhões à provençal, carpaccio, palmito pupunha assado com alcaparras, tiras de steak com batatas fritas e até vieiras sobre arancini e milho ao molho picante e queijo. Provarei em outras visitas.

Nos principais, pulei as carnes e as massas e fui no atum selado ao molho de damasco, servido com coleslaw, aquela saladinha de repolho cru com molho à base de maionese (R$ 89). O peixe vem cru por dentro e é bem rosado e macio, o que me agradou bastante, especialmente combinado com o molho agridoce. Para o meu paladar talvez falte um apimentadinho. Creio que combinaria bastante. De toda forma, tem pimenta para moer na mesa e, quem quiser, pode seguir a minha sugestão. Entre os peixes e frutos do mar também há opções de bacalhau, camarões, lagosta e pescada amarela, com preços variando entre R$ 89 e R$ 219.

Na falta da caesar salad, que pode vir sozinha (R$ 29) com camarões (R$ 45) ou frango (R$ 37), provei a Kale (R$ 47), composta por couve crespa, frango, parmesão e vinagrete de amendoim. Achei interessante o uso dessa folhagem ainda pouco difundida em Brasília. O molho é adocicado e ameniza o sabor vegetal das folhas.

Carnes, massas, sushis

A seção de carnes do menu apresenta t-bone, prime rib, ribeye, costela, filé mignon, cotoleta, NY Strip (contrafilé com gordura lateral) e rump steak (corte nobre de alcatra). Os valores vão de R$ 89 e R$ 279. Nas massas, é possível pedir ravióli, espaguete e penne, acompanhados por polpetones ou almôndegas. Estas opções saem de R$ 56 a R$ 141, a depender da quantidade de proteínas escolhida.

Passando para a seção asiática do menu, vale dizer que não há combinados de sushis e sashimis, mas porções menores de criações da casa, a exemplo do tartare de salmão (R$ 63), do niguiri de barriga de salmão (R$ 47), carpaccio de wagyu (R$ 126), camarão roll com avocado e coco (R$ 43), niguiri de atum com foie gras (R$ 37) e joy de wagyu com vieira (R$ 117). Confesso que fiquei um tanto quanto curiosa para provar esta parte do cardápio e este talvez seja um bom motivo para voltar ao endereço.

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Para finalizar a refeição, o rol de sobremesas inclui desde brigadeiro com morango e biscoito (R$ 29) à tarte tatin (R$ 49), passando por pudim de pistache (R$ 29), panqueca de doce de leite ( R$ 29) e cocada de forno (R$ 20). Eu fui de tiramisù (R$ 29), que tem queijo mascarpone de verdade (e bastante) e poderia levar um bocadinho a mais de café para equilibrar melhor.

A minha conclusão é que o Vasto talvez tenha sido uma das maiores surpresas para mim em 2021. Embora não seja necessariamente barato, é possível escolher itens interessantes por preços amigos e sair satisfeito. O que provei estava muito bom. Voltarei mais vezes para avaliar outros pratos e conto a vocês.

Ah, tem outro aspecto que o Vasto ganhou pontos comigo: funciona às segundas e nas noites de domingo.

Serviço:
Vasto – Asa Sul
CLS 108, Bloco E
Telefone: (61) 99638-8835
Funciona de segunda a quinta, das 11h30 às 15h30, e das 17h30 à 0h; sexta a domingo, das 11h30 à 0h.

Para mais dicas de gastronomia, siga-me no Instagram (@lucianabarbo).

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