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Não é toda gastronomia americana que se baseia em hambúrgueres e em pizzas vendidas a pedaço. O estado de Louisiana, no sul dos Estados Unidos, é um microcosmo à parte. A comida cajun, como ficou conhecida a cozinha dos imigrantes franceses, se concentra em animais de fazenda, como aves, porco e gado. A gastronomia creole, por sua vez, é criação dos africanos escravizados e de seus descendentes: baseia-se em frutos do mar, como camarão e lagostins.

Com quase dois anos de funcionamento em Brasília, o Nola Gastrobar desafia o consumidor a provar pratos encontrados em qualquer canto de Nova Orleans, como o jambalaya, que pode ser descrito – grosseiramente – como uma galinhada com linguiça de porco e camarões. O prato tem sua versão de ensopado com legumes, o famoso gumbo. Outra iguaria tradicional em vários estados da região sul dos EUA é o frango frito. Na variante servida no restaurante, coxas da ave são empanadas em farinha de milho e servidas com dois molhos: mostarda e mel, e uma excepcional redução de aceto balsâmico.

Para quem prefere um lanche, os tradicionais po’boys: sanduíches servidos na ciabata (a receita original é feita com baguetes francesas) levam alguma proteína, salada e molho especial. A casa oferece as opções vegetarianas, de carne, frango frito, almôndegas e o mais tradicional da região, com camarão empanado.

O Nola lançou uma respeitável seleção de carnes, que chegam à mesa guarnecidas com batatas gratinadas, farofa de cebola roxa e molho chimichurri. A ideia é, primeiramente, prover opções para quem é alérgico a frutos do mar. No entanto, os pratos também foram elaborados na tentativa de adaptar o cardápio ao gosto dos clientes menos aventureiros.

Paladar, no entanto, é aprendizado e adaptação. Ao visitar um restaurante que faz homenagem à rica e complexa gastronomia de Nova Orleans, um passeio pelo cardápio típico é a melhor sugestão.