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Segmento em que poucas mulheres conseguem visibilidade mundial, a alta gastronomia, infelizmente, ainda é comandada por homens. Aos poucos, elas têm ganhado espaço. Em 2017, representam 10% na lista dos 50 melhores restaurantes da América Latina – a badalada 50 Best.

Na 9ª posição está o Maní, da brasileira Helena Rizzo; na sequência, em 18º lugar, o Leo, comandado por Leonor Espinosa. Marsia Taha divide as caçarolas com Mauricio López no boliviano Gustu (28º posto da lista); o chileno Ambrosia, na 33ª posição, da chef Carolina Bazán; e o mexicano Rosetta, comandado por Elena Reygadas, que ocupa a 35ª posição.

No Dia Internacional da Mulher, celebrado nesta quinta-feira (8/3), conheça um pouco das principais chefs latinas:

Divulgaçãio

Helena Rizzo (Maní, São Paulo)

 

Eleita Melhor Chef Feminina da América Latina e do Mundo em 2014, Helena Rizzo é a principal cozinheira brasileira. No Maní, localizado no bairro Jardins, em São Paulo, ela cria pratos requintados com um toque brasileiro. Entre as receitas assinadas pela por ela, destaque para os bombons de foie gras com goiabada e vinho do Porto; o ceviche de caju com raspadinha de cajuína e cachaça; e a bochecha de boi com purê de taioba e tutano.

 

Chef-celebridade, Leonor Espinosa aposta em ingredientes colombianos pouco conhecidos, como a fruta corozo e arrechón (uma bebida afrodisíaca) para criar o cardápio do Leo. Eleita a Melhor Chef Feminina da América Latina de 2017, ela é apaixonada por antropologia e tradições gastronômicas nacionais.

Reprodução/Facebook

Marsia Taha (Gustu, La Paz)

 

Chef do Gustu, Marsia Taha idealiza pratos naturalistas usando os melhores produtos da Bolívia. Todas as receitas são produzidas com alimentos e bebidas 100% bolivianos. O histórico da casa merece atenção. Criado em 2013 pelo cofundador do Noma, Claus Meyer, em parceria com a Fundação Melting Pot, o restaurante tem um cardápio poderoso: caviar de amaranto e açaí com leite de amêndoa amazônica e trigo malteado; batatas nativas cozidas em sal de Tarija com alcaparras, flores e amêndoas; e guisado de peixe amazônico com mandioca.

Reprodução/Facebook

Elena Reygadas (Rosetta, Cidade do México)

 

À frente do romântico Rosetta, localizado na Cidade do México, a chef Elena Reygadas cria pratos elegantes e supersazonais. Ela estudou em Nova York, no French Culinary Institute, e depois trabalhou em Londres junto ao maestro italiano Giorgio Locatelli. A comida mexicana pensada por Elena é contemporânea, mas não excessivamente elaborada, apostando na valorização dos pequenos produtores. Entre os destaque da casa, estão os tamales acompanhados de codornas servidas com folhas de mostarda.

Reprodução/Facebook

Carolina Bazán (Ambrosia, Santiago)

 

Depois de dirigir o restaurante da mãe aos 23 anos, Carolina Bazán se mudou para a França, onde atuou sob o comando de Gregory Marchand no aclamado restaurante parisiense Frenchie. Ao voltar a Santiago para o restaurante Ambrosia, reformulou o menu da casa com uma proposta que valoriza produtos chilenos e sabor caseiro. As receitas mais pedidas criadas por Bazán? Ostras frescas com manteiga de laranja; massa artesanal com trufa chilena e gema de ovo; e cervo selvagem com purê de cogumelos e vegetais.