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Foi a ideia de transformar em negócio um sonho doce que levou o empreendedor Fábio Peçanha, 54 anos, a criar a marca Brownie do Fabin em 2015. “Nem sabia o que era direito o tal brownie”, dispara, o gaúcho sincerão. Hoje, o projeto conquistou toda a família e ostenta o selo de produto “Genuinamente Candango”.

Artesanal, o brownie é produzido no apartamento dos Peçanha, no final da Asa Norte. O cheiro de chocolate é sentido no hall de entrada do bloco, na escada, em todo o andar. O business familiar tem real sabor de superação. Empresário de T.I., Fábio viu a renda se extinguir após uma série de problemas envolvendo ações terceirizadas de sua empresa. “Há 3 anos, a situação financeira estava complicada, a instabilidade só aumentava no país e fiquei bem desiludido”, recorda.

Foi graças a Luiz Quinderé, idealizador da marca carioca Brownie do Luiz, que a história de fazer bolinhos começou. “Meu filho pegou a receita de brownie com ele e corri para a cozinha”, conta Fábio.

As primeiras três formas rapidamente passaram para dez. Agora, é a irmã Míriam quem comanda a cozinha. Ela faz trinta assadeiras diárias com cerca de 400 doces. “Sempre ao som de um pagode”, brinca.

Atualmente, toda a família está envolvida. O sobrinho Rui, 23 anos, distribui os brownies em colégios e ministérios; o pai, Rui, 81, é quem sela cada bolinho com as filipetas que indicam os sabores.

Rafaela Felicciano/Metrópoles

O Brownie do Fabin: produção chega a 400 bolinhos por dia

 

Ampliação e amadurecimento
Inicialmente, o produto foi vendido em bancas de revistas no Plano Piloto. Na sequência, Fábio começou a distribuir nos ministérios (do Planejamento e das Comunicações), na Presidência e em diversos pontos da Esplanada. O próximo passo foi comercializar nas escolas e faculdades.

O boca a boca ganhou corpo. Hoje, é possível encontrar os sete sabores da linha – tradicional, castanhas, amendoim, passas, café, nozes e oreo – na área central de Brasília, Taguatinga, Vicente Pires, Águas Claras, Ceilândia e Guará.

A receita original “do Luiz” foi reformulada para se adaptar ao clima de Brasília, naturalmente mais seco. “Diminuímos a quantidade de açúcar em 65% e também passamos a usar chocolate em barra para dar mais maciez”, revela o dono da marca.

Para se encaixar dentro das novas exigências ligadas à alimentação escolar, Fábio fez nova mudança na fórmula e diminuiu os níveis de gordura.

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Do preparo à embalagem: negócio envolve toda a família

 

O grande hit de vendas é o sabor tradicional. O de oreo está em segundo lugar, ele é a opção favorita dos estudantes. Com a Páscoa, a expectativa é entrar em abril com mais de 14 mil unidades vendidas.

E os projetos para 2018? Opções recheadas, com cobertura, além de um brownie vegano, uma versão gourmet e uma lojinha estão nos planos da família. “Também vamos investir mais no e-commerce”, adianta Fábio.

Dias atrás, foi a vez de o empreendedor passar adiante a orientação do preparo adocicado, e ele lembrou da generosidade de Quinderé: “Uma prima que vive na Irlanda me pediu e eu passei. Vou ensinar os detalhes via Facetime. Esses brownies me enchem de orgulho e me deixam animados com a possibilidade de crescer no futuro. Que outras pessoas também tenham essa chance”.