Afinal, o menu executivo é feito com o que está sobrando?

Alguns restaurantes voltaram a utilizar a fórmula por conta da crise econômica do Brasil

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atualizado 27/04/2018 13:49

Os menus executivos surgiram na cidade nos anos 2000 e tinham um objetivo pouco nobre: usar aparas de proteínas e aproveitar qualquer ingrediente em excesso na casa. Isso não quer dizer que você estava comendo sobras, mas os produtos “encalhados” no cardápio regular.

Inicialmente, esse tipo de serviço continha poucas opções de entradas, principais e sobremesas – os três cursos não passavam dos R$ 50.

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Por conta dessa filosofia, a estratégia começou a sumir das casas por uma razão óbvia: pegou má fama. Associou-se o nome a uma refeição pouco inspirada e de baixa qualidade.

Pois bem, veio a crise e com ela os restaurantes começaram a ser cortados dos gastos do brasiliense e a clientela o horário de almoço minguou. O famigerado menu pronto passou a se fazer necessário novamente, mas por uma nova questão, retornar o movimento ao horário e, de quebra, apresentar a casa a novos gourmands.

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Surgiu um novo fenômeno, menus que cabem no bolso, porém mais inventivos e de boa qualidade. A nova intenção é tão clara, que até mesmo à noite algumas casas de alto padrão têm oferecido essa fórmula para introduzir sua gastronomia a um novo público.

Ainda sempre me perguntam se esse tipo de menu é uma boa, pois raramente é o primeiro oferecido pela equipe de salão – representando um certo receio da casa. Bom, a razão para isso é um pouco evidente: não se trata de vergonha dos atendentes, mas uma questão financeira. Pratos mais baratos levam a uma comissão mais baixa.

Para o cliente, trata-se de uma boa opção. Mas vale voltar para conhecer o cardápio tradicional.

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