Casal recebe mais de R$ 1 milhão após caso de racismo alimentar
Proibição de aquecer comida típica indiana em universidade virou símbolo de racismo alimentar e terminou em indenização milionária
atualizado
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Um casal de estudantes indianos, Aditya Prakash e Urmi Bhattacheryya, recebeu uma indenização de mais de R$ 1 milhão após denunciar um episódio de racismo alimentar na Universidade do Colorado, nos Estados Unidos. O caso ganhou destaque internacional ao expor como hábitos ligados a alimentação podem se tornar alvo de discriminação.
O episódio ocorreu quando um dos estudantes foi impedido por um funcionário de usar o microondas do campus para aquecer o palak paneer, um prato típico da culinária indiana. A justificativa apresentada foi o “cheiro forte” da comida, argumento que, segundo o casal, não era aplicado a outras pessoas.

Para Aditya e Urmi, a situação expôs um padrão de rotulação cultural, no qual alimentos associados a determinadas etnias são tratados como inadequados ou incômodos. Especialistas apontam que esse tipo de prática se enquadra no chamado racismo alimentar, quando a comida se torna instrumento de exclusão.
Após o processo, a universidade fez um acordo financeiro e encerrou o caso sem admitir culpa. Além de proibir o casal de estudar ou trabalhar futuramente na instituição. O episódio reacendeu debates sobre diversidade, convivência intercultural e preconceito em ambientes acadêmicos, mostrando que discriminação nem sempre se manifesta de forma explícita.
