Carne feita de fungos pode ser o futuro da gastronomia. Você comeria?
Proteína criada a partir de micélio imita carne e pode movimentar bilhões; será a carne de “fungos” o futuro da cozinha?
atualizado
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Uma proteína produzida a partir de fungos e capaz de reproduzir textura, aparência e uso culinário da carne está ganhando força no mercado global. A expectativa, segundo a Embrapa, é que esse segmento movimente mais de US$ 32 bilhões até 2032, impulsionado por avanços em biotecnologia e pela busca por sistemas alimentares mais sustentáveis.
A tecnologia tem como base o micélio, estrutura responsável pelo crescimento dos fungos. Por meio de fermentação de precisão, esse material é cultivado em ambientes controlados e transformado em micoproteínas. O método consome menos água, ocupa menos espaço e gera menos emissões de gases de efeito estufa do que a pecuária tradicional.

Além do impacto ambiental positivo, a proteína de fungos atende a uma demanda prática da indústria. Com alto teor de proteínas e fibras e sabor neutro, ela pode ser usada em hambúrgueres, carnes moídas e produtos híbridos que misturam proteína animal e alternativa. Grandes empresas do setor alimentício já investem nesse tipo de inovação.
Do ponto de vista nutricional, as microproteínas fornecem aminoácidos essenciais e minerais, além de estarem associadas à maior saciedade e ao controle do colesterol. Especialistas, no entanto, alertam que elas não substituem totalmente a carne, já que não oferecem nutrientes como vitamina B12 e ferro em níveis equivalentes.
Fungos devem ocupar um espaço cada vez maior na alimentação global
Apesar do crescimento acelerado, o setor ainda enfrenta desafios regulatórios e técnicos, como padronização do produto e estudos sobre efeitos a longo prazo. Ainda assim, a tendência indica que os fungos devem ocupar um espaço cada vez maior na alimentação global, segundo informações do AgroEstadão.
