Temas sociais marcam debate dos filmes Ilha e Aulas que Matei

Longa baiano e curta brasiliense foram exibidos em noite calorosa nesta quarta (19/9), no Festival de Brasília

atualizado 20/09/2018 12:34

Raquel Martins Ribeiro/Metrópoles

Equipes dos filmes Aulas Que Matei e Ilha, longa e curta exibidos na noite de quarta (19/9) no 51º Festival de Brasília, participaram de debate com público e jornalistas na manhã desta quinta-feira (20/9).

Logo no início do bate-papo, os diretores do curta brasiliense, Amanda Devulsky e Pedro B. Garcia, ressaltaram a participação comunitária dos moderadores da cidade de São Sebastião na produção.

“Há estudantes de várias escolas da cidade. É uma comunidade real, estudantes reais que nunca imaginaram se ver na tela do Cine Brasília”, afirma uma das estudantes-atrizes do filme.

De acordo com a diretora, os jovens tiveram bastante liberdade durante as filmagens, espaço para ajudar na criação e, inclusive, improvisar o texto.

Já Glenda Nicácio e Ary Rosa, de Ilha, foi bastante instigado a falar sobre a tentativa de abarcar uma grande diversidade de temas sociais.

A cineasta garante que a abordagem foi natural, já que todas essas questões permeiam a vida do protagonista e propositor do jogo.

Sobre as diversas interpretações que podem surgir a partir da violência sexual sofrida pelo personagem principal e a sua sexualidade já na vida adulta, Ary Rosa diz ter sido uma opção correr o risco.

“Como gay, essa questão da representatividade é muito importante para mim. Em vários momentos nós andamos no limite e refletimos muito ao longo do processo. Mas optamos por uma solução de responder de alguma maneira essas dualidades. Se tem um gay vítima de violência, tem o Henrique, um gay super bem resolvido”, explica Rosa.

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