Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Esportes

“Eu não faço o meu melhor pela CBF”, diz Fábio, goleiro do Fluminense

O goleiro Fábio, do Fluminense, desabafou em entrevista após a partida contra o Bolívar pela Libertadores

19/05/2026 23:07, atualizado 20/05/2026 00:05
Compartilhar notícia
MARCELO GONÇALVES / FLUMINENSE F.C.
“Eu não faço o meu melhor pela CBF”, diz Fábio, goleiro do Fluminense

O goleiro Fábio, do Fluminense, desabafou após a vitória tricolor diante do Bolívar, nesta terça-feira (19/5), pela 5ª rodada da fase de grupos da Copa Libertadores. O goleiro tricolor foi perguntado sobre não estar na convocação da Seleção Brasileira, anunciada por Carlo Ancelotti nessa segunda (18/5).

Fábio foi incisivo e disse:

“Eu não faço o meu melhor pela CBF, não. Faço o meu melhor para Deus, para o Fluminense e para os outros clubes que eu joguei, que foi o Cruzeiro. Eu faço sempre o melhor para eles e principalmente para Deus, que me concede saúde. Então é isso que é meu foco. A minha seleção é eu fazer o meu melhor todos os dias. A minha história fala por si e Deus me justifica”, disparou.

“Eu não faço o meu melhor pela CBF”, diz Fábio, goleiro do Fluminense - destaque galeria
3 imagens
“Eu não faço o meu melhor pela CBF”, diz Fábio, goleiro do Fluminense - imagem 2
“Eu não faço o meu melhor pela CBF”, diz Fábio, goleiro do Fluminense - imagem 3
“Eu não faço o meu melhor pela CBF”, diz Fábio, goleiro do Fluminense - imagem 1
1 de 3

Jared C. Tilton - FIFA/FIFA via Getty Images
“Eu não faço o meu melhor pela CBF”, diz Fábio, goleiro do Fluminense - imagem 2
2 de 3

Nicolò Campo/LightRocket via Getty Images
“Eu não faço o meu melhor pela CBF”, diz Fábio, goleiro do Fluminense - imagem 3
3 de 3

Pedro H. Tesch/Getty Images

Ele vive grande fase no clube carioca e foi um nome pedido por torcedores na lista da Seleção Brasileira, mas não estava sequer na pré-lista de Carlo Ancelotti. O arqueiro de 45 anos foi convocado pela última vez na Seleção Brasileira nas eliminatórias da Copa do Mundo de 2006, mas não chegou a atuar.

Ele questionou os critérios de escolhas da CBF para a convocação de atletas.

“Há uns 10 ou 12 anos falaram que não podiam me levar porque queriam levar jogadores mais novos”.

No entanto, o arqueiro do Flu reconheceu os méritos dos nomes escolhidos:

“Acho que quem está lá tem seus méritos. A análise lá é pela história que os atletas construíram, né? Então, são critérios bem diferentes. Às vezes não é quem está no melhor momento… Mas todos que estão lá têm seus méritos e suas qualidades”, afirmou.

“Infelizmente, no futebol existe isso. A gente viu aí quem estava na lista e não foi convocado, aconteceu muita coisa que é melhor ficar quieto, né?”, finalizou.

Fábio conquistou três Campeonatos Brasileiros (dois pelo Cruzeiro e um pelo Vasco), duas Copas do Brasil (ambas pelo Cruzeiro), uma Copa Libertadores (pelo Fluminense), uma Copa Mercosul (pelo Vasco), uma Recopa sul-americana (pelo Fluminense), três Campeonatos Cariocas (pelo Fluminense) e sete Campeonatos Mineiros (pelo Cruzeiro).

Fábio também é detentor da marca de jogador de futebol com mais jogos oficiais em campo, com mais de 1400 partidas profissionais.