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Tóquio 2020

Natação brasileira conquista 4 medalhas e Carol Santiago faz história

Brasileira é campeã paralímpica nos 100m e é a única mulher com dois títulos na mesma edição de Paralimpíada

31/08/2021 07:56, atualizado 31/08/2021 08:37
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Miriam Jeske/CPB
Natação brasileira conquista 4 medalhas e Carol Santiago faz história

Em seu sétimo dia, a natação tem um lugarzinho especial no esporte paralímpico brasileiro. A terça-feira (31/8), reservou emoções e colocou Carol Santiago como uma das melhores atletas paralímpicas da história do Brasil, além de colaborar, e muito, para o quadro de medalhas.

A pernambucana, de 36 anos, foi campeã nos 100m livre S12, para deficiente visuais, faturou o seu segundo ouro e se tornou a primeira mulher a subir ao pódio em duas oportunidades na mesma edição dos Jogos. Ela, que já tinha vencido nos 50m livre S13, agora tem três medalhas em Tóquio. A nadadora também ficou com o bronze nos 100m costas S12.

A brasileira não era favorita a ganhar a prova. Terceira na classificatória, ela passou ficou em primeira na metade da disputa e manteve a curta vantagem até o final, ficando 12 centésimos à frente da russa Daria Pikalova, medalha de prata (59s01, contra 59s13). A britânica Hannah Russel cravou 1m00s25 e ficou com o bronze.

Com essa medalha, o Brasil igualou o número de ouros na Rio-2016, com 14. A Paralimpíada de Londres-2012 segue com a recordista de primeiros lugares, com 21.

Gabriel Bandeira sobe ao pódio pela quarta vez

O nadador de 21 anos segue fazendo história. Depois de começar mal nos 200m medley S14, para deficientes intelectuais, ele se recuperou nos últimos 50m e ficou com a medalha de prata, batendo o recorde das Américas, com 2m09s56.

O ouro ficou com o britânico Reece Dunn, que quebrou a marca mundial, com 2m08s02. Já o ucraniano Vasyl Krainyk, cravou 2m09s92 e ficou na terceira colocação.

100m livre com mais um bronze

Mariana Ribeiro também subiu ao pódio. Ela foi muito bem nos 100m livre da classe S9 e subiu ao pódio.

Ela conseguiu se recuperar na disputa, ao fazer a virada olímpica em quinta, e chegou em terceiro lugar, com 1m03s39, apenas três centésimos à frente da britânica Tony Shaw, que ficou em quarta. A neo-zelandesa Sophie Pascoe ficou com ouro, com 1m02s37, e a espanhola Sarai Gascon, da Espanha, ficou com a prata, com 1m02s77.

Revezamento fecha o dia com mais medalha

Wendel Belarmino, Douglas Martera, Carol Santiago e Lucilene Sousa ganharam a quarta medalha do dia no esporte. O 4x100m misto, para deficientes visuais, manteve o bom desempenho brasileiro na natação e também contribui para o Brasil no quadro de medalhas.

Com os dois homens abrindo o revezamento, o Brasil abriu boa vantagem para o revezamento. Com uma estratégia diferente, o Comitê Olímpico Russo e a Ucrânia conseguiram alcançar os brasileiros e colocaram fogo na disputa.

Ao final, os russos passaram a frente nos últimos 50m, ficaram com o tempo de 3m53s79 e venceram a prova. Os brasileiros completaram a disputa em 3m54s95 e os ucranianos, com 3m55s15.