Supercopa: Flamengo e o amor de gerações; neta do sócio nº 11 mantém paixão pelo clube que começou há 100 anos

Rachel não chegou a conhecer o avô, falecido em 1976, mas foi por meio dele que o Flamengo entrou definitivamente na família

atualizado

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Rachel Flamengo
1 de 1 Rachel Flamengo - Foto: Arquivo pessoal

Para alguns, torcer é escolha. Para outros, é herança. A família de Rachel Junqueira, só tem flamenguista. Ela não chegou a conhecer o avô, Tharsis Campos, falecido em 1976, vítima de um câncer na faringe, um ano antes de seu nascimento. Ainda assim, foi por meio dele que o Flamengo entrou definitivamente na família. Ele, inclusive, foi o sócio torcedor número 11 do clube, em carteirinha que permanece com ela até hoje.

Com esse amor que Rachel irá para a Supercopa Rei, no dia 1º de fevereiro, às 16h, contra o Corinthians. A partida é uma realização Metrópoles Sports. Ela, inclusive, já realizou a sua biometria.

Estudante de Direito no Rio de Janeiro, o avô acompanhava o futebol pelo rádio, principal meio de conexão com o esporte naquela época, e cultivou uma relação intensa com o clube. Neste ano, a carteirinha dele completará 100 anos. Esse sentimento passou para o pai, que também estudou no Rio, assim como outros membros da família, e foi transmitido à filha de forma natural, quase inevitável.

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Documento completa 100 anos em 2026
Carteirinha do avô de Rachel
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Carteirinha do avô de Rachel

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Documento completa 100 anos em 2026

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“Quando as pessoas dizem ‘eu nasci Flamengo’, é real. A gente nasce Flamengo”, resume.

Se o Flamengo sempre esteve presente, ele também se materializou de forma surpreendente. Anos atrás, o pai de Rachel havia presenteado a filha com a carteirinha de sócio do clube. Ela guardou tão bem que acabou perdendo o paradeiro do documento.

Após a morte do pai, em março de 2024, pouco mais de um ano depois da perda da mãe, ela passou a organizar os pertences da casa onde hoje mora, que era dos pais. Em meio a documentos antigos, fotos e lembranças, veio a surpresa: a carteirinha do Flamengo datada de 1926.

“Quando eu vi, eu pensei: não tinha outra pessoa para achar essa carteirinha a não ser eu.”

O documento estava intacto. Uma relíquia quase centenária, guardada em uma carteira de couro do clube, também em ótimo estado. O detalhe impressiona: sócio contribuinte número 11, com grafia da época em que “club” ainda era escrito com “b” mudo.

“É algo de um valor inestimável. Não financeiro, emocional. Eu não conseguiria me desfazer disso.”

Durante uma visita à Gávea, possibilitada por meio do treinador de ginástica artística da filha, que já realizou cursos no Flamengo, ela apresentou a carteirinha a uma funcionária do clube, que demonstrou interesse em preservá-la. Ainda assim, a flamenguista hesitou. “Eu entendo o valor histórico, mas para mim é como se fosse a coroa do meu amor pelo Flamengo”, disse.

Para ela, encontrar a carteirinha foi como a última peça de um quebra-cabeça. Uma confirmação simbólica de tudo aquilo que sempre sentiu. “Parece que o universo conspirou para que ela chegasse até mim. Como se fosse meu avô dizendo: isso é seu”, falou.

As histórias se acumulam. Há a foto com Zico, tirada quando ela tinha cerca de 14 anos, na praia da Barra da Tijuca. Sem celular, sem internet, a imagem só foi possível após atravessar a avenida para buscar uma câmera analógica, cujo filme era preto e branco, por acaso. O registro permanece até hoje.

“O Zico foi extremamente atencioso. Aquela foto é uma das minhas maiores relíquias”, afirmou.

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Paixão que ultrapassa fronteiras

Mesmo sendo de Goiás, ela nunca se sentiu deslocada por torcer para um clube carioca. A ligação com o Rio de Janeiro e com o Flamengo sempre esteve clara dentro de casa. Com o passar dos anos, as histórias ouvidas na infância se transformaram em paixão sólida, consciente e permanente.

O vínculo com o clube se fortaleceu especialmente em períodos difíceis. Sem ter vivido a era Zico ao vivo, apenas por vídeos e relatos, ela acompanhou uma das fases mais complicadas da história rubro-negra, entre o fim dos anos 1990 e o início da década de 2010.

Mesmo assim, nunca se afastou. Pelo contrário: decorou elencos, acompanhou campanhas e viveu momentos marcantes, como o famoso gol de barriga de Renato Gaúcho na final do Carioca de 1995 e o título brasileiro decidido em clássico contra o Botafogo.

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“Eu sou apaixonada por futebol. Conheço os jogadores, as histórias, mesmo da época em que o Flamengo não vivia sua fase áurea”, acrescentou.

Com o falecimento do pai, o Flamengo também se tornou um elo afetivo. Um espaço de memória, carinho e continuidade. Hoje, esse amor segue vivo na nova geração: os dois filhos são flamenguistas, especialmente a caçula, que demonstra uma relação ainda mais intensa com o clube.

O marido também é rubro-negro, mantendo a tradição — ainda que o sogro fosse vascaíno, o que rendeu histórias curiosas e até uma simpatia pontual pelo rival.

Na casa, o Flamengo é presença constante: bandeiras, símbolos e, principalmente, acompanhamento diário. Não como fanatismo, mas como afeto.

“É quase uma religião, no sentido bom. Um amor que alegra, que une, que faz parte de quem a gente é”, define.

Nos últimos anos, a paixão ganhou novos capítulos presenciais. Em 2025, ela esteve duas vezes no Maracanã: no clássico entre Flamengo e Vasco, pelo Campeonato Carioca, em fevereiro, e no confronto contra o Palmeiras, em outubro. Em ambos, vitória rubro-negra. “Posso dizer que sou pé-quente no Maraca”, brinca.

Antes disso, viveu a final da Supercopa de 2023, no duelo histórico contra o Palmeiras, vencido pelos paulistas por 4 x 3. “Foi um jogão, mesmo com a derrota.”

Mas a experiência mais marcante veio em outubro, mês de seu aniversário, quando decidiu levar os filhos ao Maracanã pela primeira vez. “Quis passar meu aniversário no Rio e levá-los ao estádio. Foi a primeira vez deles. Um dos maiores públicos do ano, cerca de 70 mil pessoas. Eles amaram.”

Hoje, o amor que veio do avô e do pai segue vivo na nova geração. Os dois filhos são flamenguistas — com a caçula demonstrando uma intensidade ainda maior. O marido também é rubro-negro, mantendo a tradição, ainda que o sogro fosse vascaíno, o que rendeu histórias curiosas e até uma simpatia pontual pelo rival.

Ela também carrega orgulho de conexões menos conhecidas, como o início de Bruno Henrique no futebol, quando atuou pelo CRAC de Catalão, em Goiás, informação que o próprio jogador já confirmou publicamente.

Hoje, entre os ídolos do passado e do presente, Arrascaeta ocupa lugar especial. “Sou vidrada nele. Mas amo o time todo”, afirmou.

Veja o passo a passo do cadastro da biometria facial:

Acesse o link: onboarding.ugopass.com.br/bd.

Inicie o processo: clique em “Iniciar Cadastro Facial” e siga as instruções na tela.

O processo é seguro e leva menos de 30 segundos!

Importante:

A foto deve ser da mesma pessoa dona dos dados cadastrados.
O cadastro é individual. Todos (incluindo acompanhantes e menores) precisam garantir sua própria face cadastrada para entrar no jogo.

Caso o cadastro facial seja negado, recomenda-se repetir a tentativa, mas seguindo algumas instruções. Para um bom registro durante a captura facial, evite utilizar boné, óculos ou qualquer item que gere sombra no rosto.

Além disso, esteja em um local claro e bem iluminado. O ideal é que seja feito em um fundo neutro, sem outras pessoas ou objetos ao fundo. Também é recomendada uma postura neutra, sem sorrisos ou olhos fechados.

No momento da captura, o site irá passar as instruções para encaixar o rosto na moldura aproximando e afastando da câmera.

Documentação

Para o cadastro da biometria facial, são aceitos os seguintes documentos:

Passaporte: aceito apenas para estrangeiros. Os brasileiros devem utilizar documento oficial com CPF;
Menores de idade sem CPF: caso o documento não possua CPF, é necessário entrar em contato com o suporte da UGO para realizar a validação manual por meio do e-mail: suporte@ugopass.com.br

O confronto marca o encontro dos campeões do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil em 2025. O elenco rubro-negro chega com nomes de peso, como Arrascaeta, Bruno Henrique e Pedro. O Corinthians, por sua vez, é liderado por jogadores como Memphis Depay, Rodrigo Garro e Yuri Alberto.

O setor em que cada torcida ocupará na Arena BRB Mané Garrincha foi definido em sorteio transmitido nos canais do Metrópoles e Metrópoles Sports no YouTube, na última quinta-feira (8/1). Os fãs do clube carioca ficarão dos lados Norte e Leste, enquanto os alvinegros vão marcar presença nos setores Oeste e Sul.

O Mané vai ferver

Esta será a quarta edição da Supercopa organizada pelo Metrópoles. O torneio já passou por Brasília, Belo Horizonte e Belém, sempre com grande presença de público e decisões marcantes.

Com elencos estrelados e tradição em finais, Flamengo e Corinthians prometem duelo de alto nível em um dos palcos mais emblemáticos do futebol brasileiro, reforçando o calendário de grandes eventos promovidos pelo Metrópoles Sports ao longo da temporada.

Metrópoles Sports

Este será mais um jogo do Metrópoles Sports, em um ano repleto de duelos. A vertente responsável por eventos esportivos do Grupo Metrópoles promove partidas dos campeonatos Mineiro, Carioca e Paulista, além da Supercopa Rei e da Copa do Brasil.

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