
Samuel L. Jackson pediu para fãs negros não torcerem para a Argentina
Ator americano pediu que pessoas negras não torcessem pela seleção argentina e citou histórico de racismo no país; publicação gerou críticas

O ator Samuel L. Jackson causou repercussão nas redes sociais ao chamar a Argentina de “racista” antes da final da Copa do Mundo 2026, disputada contra a Espanha. Em publicação nos stories do Instagram, o astro de Hollywood afirmou que pessoas negras não deveriam torcer pela seleção de Lionel Messi por considerar o país “historicamente racista”.
Na mensagem, Jackson compartilhou uma montagem em que aparece caracterizado como Stephen, personagem de Django Livre (2012), usando a camisa da Argentina. No texto, escreveu:
“Caras pessoas negras… Por favor, não torçam para a Argentina ganhar a Copa do Mundo da Fifa. A Argentina foi e tem sido um dos países mais racistas do mundo, se não o maior deles. Se você é uma pessoa negra e torce para a Argentina, é assim que você parece para mim.”

A publicação foi feita horas antes da decisão do Mundial, vencida pela Espanha, que derrotou a Argentina por 1 x 0 e conquistou o bicampeonato.
As declarações do ator ocorreram após episódios de racismo envolvendo torcedores argentinos durante a Copa do Mundo. Entre os casos de maior repercussão está o registrado contra o influenciador americano IShowSpeed, que foi alvo de insultos racistas e teve objetos arremessados durante partidas da seleção argentina. Em um dos jogos, um torcedor foi flagrado pelas câmeras da transmissão oficial imitando um macaco em direção ao criador de conteúdo.
Além disso, a Fifa abriu investigação sobre denúncias de atos racistas envolvendo torcedores argentinos durante o torneio.
A postagem de Samuel L. Jackson dividiu opiniões. Muitos internautas criticaram o ator por generalizar a população argentina, enquanto outros defenderam que os episódios registrados durante a Copa justificavam o debate sobre o tema.
Nos comentários de outras publicações do ator, seguidores também lembraram o histórico de racismo e segregação racial nos Estados Unidos e afirmaram que o problema não é exclusivo da Argentina. Outros ressaltaram que casos de discriminação devem ser combatidos sem que isso resulte em generalizações sobre um país inteiro.




