Sequência de casos de racismo repercute na Argentina após prisão em MG
Prisão de argentino de 63 anos que fotografou criança negra em MG e o comparou a pessoa escravizada repercute na imprensa argentina
atualizado
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Belo Horizonte – A prisão de um cidadão argentino em Minas Gerais sob a acusação de racismo está repercutindo no país vizinho, com os jornais chamando a atenção para a repetição de casos parecidos.
Um argentino de 63 anos foi preso domingo (24/5) em São João del-Rei (MG) após fotografar uma criança negra na Maria Fumaça que liga a cidade a Tiradentes, também em MG. Ele foi flagrado e contido por passageiros até a chegada da Polícia Militar e nesta segunda (25/5) foi levado a um presídio.
“Este novo caso é o terceiro este ano em que um argentino é acusado de racismo no Brasil”, registrou o jornal argentino Clarín ao noticiar a prisão. “O caso de maior repercussão foi o de Agostina Páez, a jovem de Santiago del Estero que foi presa em 14 de janeiro após ser filmada em frente ao Barzin, em Ipanema, fazendo gestos racistas em direção a alguns funcionários”, seguiu o jornal.
A repetição de casos foi destacada em outras publicações argentinas, como o La Nación e o site Infobae, que, além de Agostina, lembrou que um “homem também foi preso após uma discussão violenta com funcionários de uma locadora de veículos” no Rio.
Os jornais argentinos ignoraram outros casos recentes, como o de um torcedor do Boca Juniors foi preso no Mineirão, no final de abril, em um jogo do seu time contra o Cruzeiro. O argentino foi preso e já virou réu após ser flagrado apontando para a própria pele ao provocar cruzeirenses. Ele também imitou um macaco.







