Libertadores: como o Mirassol está trabalhando para suprir exigências
Mirassol avança na criação do futebol feminino para atender exigências da Conmebol e continuar com vaga na Libertadores deste ano
atualizado
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O Mirassol Futebol Clube trabalha nos bastidores para cumprir uma das principais exigências da Conmebol: uma equipe feminina ativa. Desde 2019, a entidade sul-americana determina que clubes participantes da Libertadores e da Sul-Americana devem ter um time feminino principal e, preferencialmente, disputando competições oficiais. A regra visa promover a igualdade de gênero no futebol continental.
Até o fim de 2025, o Mirassol não contava com um departamento feminino estruturado. No entanto, o clube optou por criar uma equipe do zero para a temporada 2026, descartando parcerias com outros times da região, como o Realidade Jovem, de São José do Rio Preto, que havia se oferecido para uma associação.
O Mirassol assinou um termo de compromisso com a Conmebol no dia 18 de dezembro. Ao Metrópoles, a equipe confirmou que a agremiação faz vistorias para verificar os avanços.
Para iniciar o projeto, o time buscou a contratação de uma gestora, que assumiu a missão de montar um departamento exclusivo para o futebol feminino. A estrutura será independente, mas manterá cores, identidade visual e camisa do Mirassol. No entanto, ela ainda não chegou às instalações e tampouco foi anunciada publicamente.
O objetivo ambicioso é disputar o Campeonato Paulista Feminino já em 2026, enfrentando gigantes como Corinthians, São Paulo e Palmeiras. Além disso, o Mirassol adquiriu um Centro de Treinamento (CT) dedicado, que será usado pelas atletas, oferecendo condições semelhantes às do elenco masculino, incluindo logística de viagens, hotéis e suporte profissional.
