
Ivan Moré critica transporte da Copa e questiona Mundial nos EUA
Segundo jornalista, preços do transporte público sofrem aumentos significativos em dias de jogos da Copa do Mundo 2026

Os altos custos de deslocamento para os jogos da Copa do Mundo 2026 nos Estados Unidos foram alvo de críticas durante o Corneta Metrópoles. O jornalista Ivan Moré, que está no país para cobrir o Mundial, questionou a estrutura de transporte oferecida aos torcedores e profissionais que acompanham o torneio e afirmou que o modelo adotado pelos organizadores dificulta o acesso aos estádios.
O debate começou após uma pergunta de um espectador sobre o aumento no preço do trem que leva torcedores ao MetLife Stadium, em Nova Jersey, palco de partidas do Mundial — inclusive a partida de estreia do Brasil, contra o Marrocos, que será realizada neste sábado (13/6).
Também dos EUA, Robson Morelli explicou que os preços do transporte público permanecem dentro da normalidade nos dias comuns, mas sofrem um aumento significativo em datas de jogos.
“Esse trem que leva você para o estádio custava menos de US$ 20. Agora, o preço ficou em US$ 89. É um percurso de 20 minutos“, afirmou.
Segundo o jornalista, o valor chegou a ser anunciado em US$ 150 antes de ser reduzido pelas autoridades locais. Ainda assim, ele considera a cobrança excessiva para os torcedores que pretendem acompanhar as partidas no estádio.
Morelli também relatou que moradores e visitantes têm buscado alternativas mais baratas para chegar ao local dos jogos, incluindo ônibus escolares operados por empresas privadas durante os dias de partida.
A situação provocou reação de Moré, que questionou a realização da Copa em um país reconhecido pela infraestrutura voltada para grandes eventos esportivos e de entretenimento.
“Se você vem para o país com a melhor infraestrutura do mundo no que diz respeito a esporte e show business, deveria ser o contrário. Deveriam aumentar a frequência do trem e colocar esse transporte de graça”, disse.
Para o comentarista, o futebol é um espetáculo popular e o acesso aos estádios deveria ser facilitado, especialmente para torcedores que já arcam com custos elevados de viagem e hospedagem.
Moré também relatou dificuldades encontradas por profissionais de imprensa que acompanham a Seleção Brasileira nos Estados Unidos. Segundo ele, a dependência de automóveis para deslocamentos e a distância entre hotéis, centros urbanos e locais de treinamento tornam a cobertura mais complexa.
“Para tudo eu preciso de carro aqui. Não dá para fazer praticamente nenhum deslocamento a pé”, afirmou.
Além dos valores cobrados para chegar aos estádios, os participantes do programa destacaram que algumas linhas de ônibus deixam de operar horas antes e depois das partidas, o que pode afetar não apenas os torcedores, mas também moradores das regiões próximas aos locais dos jogos.
Com apresentação de Marília Ruiz e Fábio Piperno, do estúdio de São Paulo, e Ivan Moré e Robson Morelli, diretamente dos EUA, o Corneta Metrópoles traz diariamente as principais notícias da Copa do Mundo 2026, bastidores e análises dos grandes jogos e craques do maior torneio da história do futebol.


