Vencedores de reality esportivo cobram R$ 3,7 mi por calote em prêmio

O reality de futebol Bravo! prometia uma viagem para a Espanha aos ganhadores, que nunca aconteceu. O caso foi parar na Justiça

atualizado 06/07/2022 13:30

Atletas comemorando a final do programa Bravo - MetrópolesReprodução/Bravo

Entre os meses de março e maio de 2020, os canais ESPN transmitiram o reality de futebol Bravo!, que trazia um torneio disputado por 78 atletas e tinha 13 mil inscritos. Entretanto, dois anos depois que o programa foi ao ar, nove dos 21 vencedores afirmam que foram enganados pela produção do reality.

O programa dividiu os jovens em seis times para disputar o torneio. No decorrer das atividades, atletas brasileiros, como Cafu, Edmilson, Djalminha, Marcos Assunção, Belletti e Zé Roberto, participavam como “embaixadores” da LaLiga e atuavam como mentores dos times. A premiação prometida era uma viagem para a Espanha, onde os atletas iriam enfrentar equipes de base dos clubes espanhóis. Porém, isso nunca aconteceu.

O portal Splash conta que aconteceram muitos adiamentos, mensagens não respondidas e frustração e, por isso, o caso agora vai para a Justiça. O site teve acesso ao processo movido pelos atletas contra o Grupo LX, produtora que promoveu a competição, e contra a LaLiga.

A defesa pede R$ 3,7 milhões por danos morais e materiais, alegando a frustração e investimento feitos pelos atletas e famílias.

Ao portal, Dayyán Morandi, responsável pelo LX, afirmou que a viagem não aconteceu devido à pandemia de Covid-19 e que “os participantes estavam cientes e de acordo que não haveria entrega de nenhuma premiação”.

Já a LaLiga pede para ser excluída do processo por considerar que não firmou nenhuma obrigação com os jogadores. A ESPN não se manifestou por não ser citada na ação e não ter relação com a produção do programa.

Premiação prometida

O prêmio para os vencedores não foi firmado em contrato, mas foi prometido diversas vezes ao longo do reality e citado pelo perfil do programa em outras oportunidades nas redes sociais. O combinado seria que 21 jogadores viajariam: 13 atletas do time vencedor, seis que se destacaram e mais dois que foram salvos em uma repescagem.

Além da frustração de não ter a viagem acontecendo, o advogado Abner Maltezi, representante dos meninos, afirmou que, depois do fim do programa, os organizadores “não respondiam mais mensagens, não passavam previsões. Como não existia diálogo, o meio foi partir para o judiciário”.

Segundo os atletas, também aconteceu um investimento antes, durante e depois do programa pelos próprios participantes. Alguns precisaram fazer rifas para conseguir participar das gravações e outros se preparam com academia e nutricionista, visando melhorar o desempenho a ser apresentado na Espanha.

Promessas

A viagem foi programada para março de 2020, mas adiada por conta da pandemia. Alguns meses depois, as redes sociais do Bravo informaram que ela aconteceria apenas em 2021.

A defesa ainda conta que tentou negociar uma “premiação alternativa” com o Grupo LX, mas não obteve retorno.

Dayyán Morandi também relatou ao portal Splash que a organização priorizou a “garantia da saúde e segurança de todos”.

“O Grupo LX apenas seguiu todas as regras, recomendações e diretrizes de saúde e sanitárias, impostas pelo governo do Brasil e pelo governo da Espanha, e em todos os momentos, prezou pela saúde, integridade e respeito a todos os atletas e seus familiares”, disse Morandi.

Dayyán afirma que uma premiação alternativa também seria difícil de ser realizada em razão à viagem ao país. Segundo ele, o objetivo principal do programa era promover a visibilidade dos atletas.

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