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O tempo fechou no treino do Uruguai, literalmente. Perto do horário marcado para o início do último trabalho da seleção antes do jogo desta sexta-feira (6/7), contra a França, pelas quartas de final da Copa do Mundo da Rússia, o céu escureceu no centro esportivo de Borsky, cidade ao lado de Nijni Novgorod.

O Uruguai atrasou o seu trabalho, o que levou os jornalistas presentes a desconfiarem um pouco. “Será que Cavani vai para o jogo?”, perguntou um cinegrafista francês. O atacante do Paris Saint-Germain, autor dos dois gols da vitória por 2 x 1 contra Portugal nas oitavas de final, tenta se recuperar de um edema na panturrilha esquerda. Com a voz baixa, um radialista uruguaio falou com a reportagem do Estado. “Não tem como ele jogar, mas deixa eles ficarem com a dúvida na cabeça”, brincou.

Às 15h46 no horário russo (9h46 de Brasília), o tempo ruim foi embora e o sol apareceu. Os primeiros jogadores da seleção uruguaia que começaram a trabalhar foram os goleiros Muslera, Campaña e Martín Silva. Cavani? Nenhuma pista. A expectativa da imprensa uruguaia é de que o atacante fique no banco de reservas e Stuani vá para o jogo. Outra opção é o meia Cristian “Cebolla” Rodríguez começar a partida.

Às 16h06, os outros jogadores do Uruguai foram para o campo. Cavani, sozinho, foi fazer trabalho de recuperação com um dos preparadores físicos da seleção. Ele correu, deu pequenos trotes e brincou um pouco com a bola. Parecia não sentir dor. Enquanto isso, do outro lado, os atletas apenas batiam bola, com o técnico Óscar Tabárez acompanhando o treino do banco de reservas.

Grupos
Os jogadores de linha foram divididos em dois grupos e cada um deles tinha quatro jogadores com coletes laranja, dois com coletes verde-limão e outros quatro sem coletes, de preto. O trabalho consistia em troca de passes rápida entre os times com os mesmos coletes, enquanto os dois com coletes verde-limão precisavam apertar a marcação nos dois times.

Enquanto isso, Cavani seguia sua recuperação do outro lado do gramado. Ele fez uma série de corridas de pouco mais de 30 metros, muito alongamento e muito trabalho com bola. Mas foi só o que deu para ver. Depois disso, os jornalistas precisaram deixar o treino. Assim como todas as seleções, o Uruguai também tem os seus segredos. (Com informações da Agência Estado)