Isolado por coronavírus, médico de time francês comete suicídio

Bernard González teria deixado uma carta para tentar explicar os laços entre sua morte e a Covid-19

Médico do reimsReprodução/Twitter

atualizado 06/04/2020 11:15

O médico do Stade de Reims, Bernard González, 60 anos, cometeu suicídio neste domingo (05/04). Segundo a mídia francesa, o profissional foi diagnosticado com coronavírus e foi isolado em casa com a esposa, que também está doente. Ele teria deixado uma carta explicando os laços entre sua morte e a Covid-19.

“Penso nos pais, na esposa, na família … Ele é uma vítima colateral da Covid-19, porque foi detectado positivo e estava em quarentena. Sei que ele deixou um bilhete para explicar seu gesto, mas não conheço o conteúdo” , disse Arnaud Robinet, prefeito da cidade, em entrevista ao Le Parisien.

O clube também lamentou a morte do médico com uma nota nas redes sociais.

“Estamos em choque. Ele deixou uma carta explicando seu gesto, mas eu não sei mais. Não posso falar sobre isso”, disse David Guion, treinador de Reims, em entrevista ao L’Equipe.

O presidente do Reims, Jean-Pierre Caillo, também lamentou a perda do médico. Ele lembrou o passado generoso do profissional, que chegou a trabalhar como voluntário no time.

Presidente lembra de passado como voluntário

“As palavras me falham, estou atordoado, prostrado diante desta notícia. Esta pandemia afeta o Stade de Reims no coração. Nos deixou uma grande pessoa e um grande profissional no esporte e em Reims. Durante anos, ele realizou o trabalho com o máximo profissionalismo, de maneira apaixonada. O Dr. González, nos períodos mais difíceis do clube, trabalhou voluntariamente. Ele era um médico preciso em suas missões e um artista para suas paixões. É claro que havia atrito entre nós, atrito amigável, o de qualquer clube entre o atleta e o médico, mas fizemos dessa dualidade um jogo. Ele era meu médico pessoal e hoje todos os meus pensamentos, do clube, dos quais ele continuará sendo uma figura forte, eles estão com a esposa e os pais. Foi um drama que nos surpreendeu “, desabafou Jean-Pierre Caillo.

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