Com 40 mil jogadores, futebol amador do DF cobra investimento

Mesmo com a grande demanda de atletas para o futebol amador, a categoria afirma precisar de mais recursos e apoio do GDF

atualizado 23/09/2021 13:21

Partida de futebol amadorDivulgação/Darlene Nascimento

Com mais de 40 mil jogadores, 1.260 equipes e 21 ligas, o futebol amador do Distrito Federal cobra investimentos dos órgãos públicos.

De acordo com Alexandre Valotto, mais conhecido como Galeguinho, presidente da Liga do Futebol Amador da Samambaia e também da Federação de Futebol Amador do DF (Felfa), a maior dificuldade que eles têm hoje é com a reforma dos campos sintéticos e da taxa de arbitragem.

Segundo ele, normalmente são as equipes que custeiam todos esses gastos, pedindo uma taxa de até R$ 10 para cada atleta participante dos jogos. “A secretaria prometeu que teríamos R$ 6 milhões para o esporte profissional e amador, mas nunca chegou esse recurso para nós”, disse Galeguinho, se referindo à Secretaria do Esporte e Lazer do DF (SEL).

“A qualidade do campo sintético é a nossa maior dificuldade hoje, pois não tem a manutenção adequada, o que causa bastante lesões nos atletas”, reforça Carlos Augusto, presidente e jogador da Velha Guarda Guariroba.

Carlos ressalta que o futebol amador do DF tem muito potencial, que vem revelando vários craques, como o Reinier que atualmente joga no Borussia Dortmund, emprestado pelo Real Madrid.

Há uma expectativa muito forte por parte dos atletas para que essas mudanças ocorram logo e o futebol amador cresça ainda mais no DF. Muitos atletas têm o futebol como hobby, mas com uma boa estrutura e incentivo da parte dos governantes, o futebol amador tende a ganhar mais visibilidade e revelar novos talentos.

“Existem muitos jogadores amadores que se tivessem uma oportunidade poderiam ir longe no futebol”, defende Renivaldo Souza, meia-atacante do Morro Azul de São Sebastião.

 

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“Com bastante apoio das administrações regionais e do GDF, o futebol amador só tem a crescer”, aposta Anderson Flávio, goleiro do Bragantino Santa Maria. Para Anderson, o futebol amador tem o poder de mudar a vida das pessoas: “Tenho total convicção que o futebol tira crianças das ruas e das drogas, ajudando a formar grandes cidadãos. Futebol é vida, dedicação, foco, determinação, alegria, companheirismo, treino, saúde, ousadia, vontade, fé, honestidade e respeito acima de tudo”.

As cidades em que o futebol amador é mais predominante no DF são: Santa Maria, Samambaia, São Sebastião, Sobradinho, Gama e Brazlândia.

Outro lado

A Secretaria de Esporte e Lazer do DF (SEL) disse, em nota, que “possui e desenvolve diversos projetos, programas e ações para o apoio e o fomento ao esporte amador do DF e, também, institucionais às administrações regionais, administradoras dos locais como as quadras esportivas”.

A pasta elencou alguns projetos que estão em desenvolvimento para estimular o futebol amador. O principal deles é a disponibilização de espaços esportivos de qualidade com a construção de oito campos sintéticos nas regiões administrativas de Planaltina, Recanto das Emas, Cruzeiro, Ceilândia, Sobradinho II, Brazlândia, Taguatinga Norte e Gama.

De acordo com a secretaria, os campos de grama sintética serão construídos pela empresa Ultra Solutions, no tamanho de 23m x 43m, e contarão também com cercamento, traves e iluminação, além de um investimento total de R$ 4 milhões, sendo o orçamento dividido entre recursos próprios do órgão e de emendas parlamentares.

Confira outros projetos da pasta:

Vestindo o Esporte

A iniciativa promove o desenvolvimento de atividades de cunho social e desportivo realizadas por entidades e associações sem fins lucrativos, assim como ligas e federações, por meio da distribuição de kits de uniformes de futebol para as categorias de base, amadora e infantil. Serão entregues 426 kits de futebol, com 25 jogos cada um incluindo 1 camisa, 1 calção e 1 par de meiões.

Bola em Campo

O projeto tem por objetivo a criação e manutenção de campos sintéticos em todo o Distrito Federal, para a prática de modalidades coletivas, treinamentos e torneios. A previsão é que sejam investidos R$ 2,6 milhões na melhoria desses espaços esportivos.

Areninhas

Campos de futebol urbanizados e requalificados em bairros de alta vulnerabilidade social. Cada unidade da Areninha é formada por gramado sintético, banco de reserva, arquibancadas, redes de proteção, alambrados, vestiários, depósito para materiais esportivos, iluminação, paisagismo, pavimentação, sala de administração e rampas de acesso para cadeirantes e piso podotátil.

Calçando o Esporte

Procurando promover a melhor experiência para aqueles que praticam a modalidade de forma amadora, o programa Calçando o Esporte visa atender de forma gratuita os projetos esportivos de todo o DF com a doação de calçados esportivos.

(*) Natany Sousa é estagiária do Programa Mentor, sob supervisão da editora Maria Eugênia

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