Copa do mundo 2022

Após “tragédia” em 2018, os EUA estão nas oitavas e com moral no Catar

Geração atual repete seleção de 2010, que também se classificou invicta; meta agora é superar o melhor resultado da história, de 2002

atualizado

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Stuart Franklin/Getty Images
Seleção dos EUA se abraça antes de jogo
1 de 1 Seleção dos EUA se abraça antes de jogo - Foto: Stuart Franklin/Getty Images

Doha (EUA) – Os Estados Unidos não chegaram com moral para disputar a Copa do Mundo do Catar. A seleção americana havia estado presente em todos os Mundiais desde 1990, sequência que foi interrompida em 2018, quando o time do técnico Bruce Arena foi derrotado por 2 x 1 para Trinidad e Tobago e terminou em quinto nas eliminatórias da Concacaf.

A derrota, segundo Jürgen Klinsmann — que treinou o team USA no passado — atrasaria o desenvolvimento do futebol no país “em anos”.

Corta para 2022: os Estados Unidos acabaram de vencer o Irã, por 1 x 0, com gol de Christian Pulisic, após excelente jogada de Sergino Dest, que recebeu passe preciso de Weston McKennie. Foi a primeira vitória do time treinado por Greg Berhalter. Apesar de ter sido apenas a primeira vitória dos americanos no torneio, a equipe avança invicta para as quartas de final pela primeira vez em sua história.

Então, o que aconteceu da Rússia para cá?

A resposta mais simples é: talento. Os três jogadores envolvidos no gol que deu a vitória para os EUA sobre o Irã — jogo que por si só já apresentava suas pressões naturais e o qual os americanos tinham que vencer para avançar — atuam, respectivamente, no Chelsea, Milan e Juventus, três gigantes do futebol europeu. A convocação do técnico Berhalter, aliás, tem 17 dos 26 jogadores atuando no Velho Continente, um recorde.

Além de Pulisic, Dest e McKennie, nomes como Tyler Adams (Leeds), Timothy Weah (Lille) e Yunus Musah (Valencia) têm desempenhado papéis importantes na elite do futebol mundial. A diferença é vista em campo. Apesar de ter saído do Grupo B com apenas uma vitória, os EUA podem argumentar que foram melhores tanto contra o País de Gales (1 x 1) e a Inglaterra (0 x 0), um dos grandes testes que os EUA tiveram na competição.

O que torna o desempenho da equipe mais impressionante é a falta de experiência. Os EUA são a segunda seleção mais jovem do Mundial. E aí se destaca o trabalho do técnico Greg Berhalter, que teve que superar críticas sobre um suposto favorecimento a jogadores da Major League Soccer, a liga de futebol profissional dos Estados Unidos. No entanto, Berhalter provou que as críticas eram infundadas, ajudando a renovar a equipe com o talento necessário para apoiar Christian Pulisic, a estrela da equipe, que agora tem talentos despontando, como Weath e Musah, para ajudá-lo a brilhar.

Nas oitavas de final, os Estados Unidos enfrentarão a Holanda. O jogo acontece às 12h, no próximo sábado.  A missão de Pulisic, Weah, Musah e Cia. será tentar chegar às quartas de final, o que já igualaria o melhor resultado da história do time americano em mundiais. Com o que a equipe vem demonstrando dentro de campo, o sonho não parece tão distante assim.

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