Após acordo, estádios do Candangão têm torcida liberada

Partidas da segunda rodada da competição corriam o risco de serem disputadas com portões fechados ou fora do Distrito Federal

atualizado

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Daniel Ferreira/Metrópoles
Brasiliense-x-Sobradinho-9
1 de 1 Brasiliense-x-Sobradinho-9 - Foto: Daniel Ferreira/Metrópoles

A primeira rodada do Candangão começou no último fim de semana e alguns dos problemas que assolam a competição há anos deram as caras já no início do campeonato. O principal deles diz respeito ao público: sob a alegação de que não têm laudos de segurança, alguns estádios brasilienses não poderiam receber torcedores para acompanhar os embates. Por causa disso, a segunda jornada, marcada para este final de semana, esteve ameaçada.

Isso por que a Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF) dificilmente concordaria em realizar as partidas sem a presença da torcida. A alternativa, então, seria tirar os jogos das praças esportivas do DF e levá-los para estádios do Entorno, como o Serra do Lago, em Luziânia, e o Diogão, em Formosa. A poucos dias da segunda rodada, porém, reunião entre a FFDF, administradores dos estádios e forças de Segurança Pública, realizada na terça-feira (28/01/2020), permitiu a entrada do público.

“A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) informa que, após vistoria da corporação, os estádios de Sobradinho (Augustinho Lima), Ceilândia (Abadião), Taguatinga (Serejão) e Gama (Bezerrão) foram considerados aptos, em questões de segurança, para a realização de jogos do Campeonato Brasiliense de Futebol. O laudo foi liberado com algumas restrições; contudo, as ressalvas não são motivo de impedimento para a realização das partidas. A liberação dos locais só foi possível após a reunião entre o Governo do Distrito Federal (GDF) e a Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF), na qual foi feita a análise das condições estruturais e de segurança para torcedores, atletas e arbitragem”, informou o GDF, por meio de nota.

O laudo que libera as praças esportivas é válido por 120 dias a partir da data da lavratura do acordo, ocorrida um dia após a reunião.

Metrópoles apurou que as administrações regionais responsáveis pelos estádios se comprometeram a realizar os reparos apontados como necessários. A reportagem também teve acesso a documentos feitos com base nas vistorias. No Abadião, o parecer emitido no dia 15 de janeiro mostra problemas em praticamente todos os pontos abordados pelo “pente-fino”. As questões vão desde a proximidade entre os portões de entrada das torcidas (da casa e a de visitantes) até a falta de manutenção de vestiários, passando por buracos em um dos muros, o que facilitaria invasões. Assim sendo, o estádio designado como mando de jogo de Ceilândia e Ceilandense foi reprovado na avaliação.

Situação melhor
Em Sobradinho, o Estádio Augustinho Lima traz melhores condições para receber partidas com público. O laudo, datado de fevereiro de 2019, tem validade de 270 dias. Ainda assim, o documento informa que a praça esportiva precisa de reparos pontuais, como em uma parede na sala da administração.

Em outros setores do estádio, há necessidade de ajustes em paredes, que precisam de revestimento com massa corrida e nova camada de tinta. Nos banheiros, torneiras e vasos sanitários estão entupidos.

“Não foi detectado nenhum tipo de anomalia nas estruturas que comprometa a segurança do público. O Estádio Augustinho Pires de Lima encontra-se em condições satisfatórias de uso e sem restrições para a prática do futebol, mesmo tendo sido inaugurado em 1978”, conclui o relatório.

Segundo maior estádio de Brasília, o Bezerrão também não traz preocupação. Devido ao tamanho do espaço, que tem capacidade para 20 mil torcedores, de acordo com o site da Secretaria de Esporte e Lazer, a vistoria demorou três dias para ser concluída e foi realizada em junho de 2019, meses antes do Mundial Sub-17, que teve o local como sede de 18 partidas.

O relatório de 24 páginas mostra que, entre os pontos avaliados, o Bezerrão está em conformidade com a maioria deles, apresentando grau de risco mínimo.

“Quanto ao grau de criticidade verificado durante a inspeção predial realizada, frente às condições de uso, operação e manutenção, classificamos o estado de conservação e as condições de uso como normais e em total conformidade técnica”, informa.

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