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Painel sugere punir quem cobre a boca após racismo contra Vini Jr.

No jogo entre Benfica e Real Madrid, válido pela fase de mata-mata da Liga dos Campeões, o brasileiro marcou o gol da vitória por 1  x 0

18/02/2026 16:53, atualizado 18/02/2026 17:02
Octavio Passos - UEFA/UEFA via Getty Images
Foto colorida de Vini Jr. - Metrópoles

Vini Jr. voltou a ser assunto ao sofrer outro caso de racismo na Champions League nessa terça-feira (17/2). O Painel da Fifa discute novas medidas para coibir a prática de cobrir a boca durante discussões em campo. O brasileiro alega ter sido ofendido por Gianluca Prestianni, do Benfica, que colocou a camisa sobre os lábios no momento em que discutia com o atacante do Real.

Em entrevista à Sky Sports, o ex-jogador francês Mikaël Silvestre, que trabalha no Painel de Voz dos Jogadores da entidade, revelou que o painel está analisando a possibilidade de criar sanções específicas para jogadores que cubram a boca durante conversas ou provocações em campo.

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Jogador do Benfica nega racismo contra Vini Jr.: "Ele interpretou mal"
Uefa abriu investigação após caso de racismo contra Vini Jr.
Momento em que Prestianni teria ofendido Vini Jr.
Vini Jr. foi vítima de racismo em jogo contra o Benfica.
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Vini Jr. foi vítima de racismo em jogo contra o Benfica.

Torbjorn Tande/DeFodi Images/DeFodi via Getty Images
Jogador do Benfica nega racismo contra Vini Jr.: "Ele interpretou mal"
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Jogador do Benfica nega racismo contra Vini Jr.: "Ele interpretou mal"

Reprodução/Instagram
Uefa abriu investigação após caso de racismo contra Vini Jr.
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Uefa abriu investigação após caso de racismo contra Vini Jr.

Octavio Passos - UEFA/UEFA via Getty Images
Momento em que Prestianni teria ofendido Vini Jr.
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Momento em que Prestianni teria ofendido Vini Jr.

Angel Martinez/Getty Images

Silvestre explicou que o objetivo é aumentar a transparência.

“Estamos tentando encontrar uma forma de punir jogadores que falam cobrindo a boca. Uma coisa é discutir tática com companheiros ou árbitros de forma discreta; outra é usar isso para esconder insultos abusivos”, apontou.

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A medida ainda está em debate e levará tempo para ser implementada, mas surge como resposta direta ao caso envolvendo Vinícius, que tem sido voz ativa contra o racismo no futebol europeu há anos.

Após a celebração, que rendeu cartão amarelo a Vini Jr. por dançar em frente à torcida adversária, o jogador do Benfica, o argentino Gianluca Prestianni, se aproximou e disse algo para o brasileiro enquanto cobria a boca com a camisa, dificultando a leitura labial ou captação clara do que foi falado.

Vinícius imediatamente correu até o árbitro francês François Letexier para denunciar supostas ofensas racistas. O juiz acionou o protocolo antirracismo, cruzando os braços acima da cabeça, sinal oficial de denúncia de discriminação, o que paralisou a partida por cerca de 10 minutos.

Testemunhas, incluindo companheiros de equipe como Kylian Mbappé e Aurélien Tchouaméni, afirmaram que Prestianni teria chamado Vini de “macaco” repetidamente.

Prestianni e o Benfica negam veementemente as acusações, alegando que não houve conteúdo racista.

Após a partida, Vinícius postou um texto em suas redes sociais.

“Racistas são, acima de tudo, covardes. Eles precisam cobrir a boca com a camisa para mostrar o quão fracos são”, diz um trecho do comunicado compartilhado pelo camisa 7.