F1: Zandvoort encerra passagem pelo calendário com sprint inédita
Palco do GP da Holanda desde 2021, circuito encerra sua passagem pela F1 neste fim de semana com um formato inédito

Zandvoort vive, neste sábado (22/8), seu penúltimo dia de Fórmula 1 antes da despedida definitiva do calendário. Após cinco temporadas desde o retorno, em 2021, o circuito holandês recebe a primeira sprint de sua história e se prepara para o último GP, marcado para domingo (23/8).
A programação começou na sexta-feira (21/8), quando George Russell garantiu a pole para a corrida curta. O piloto da Mercedes superou Lando Norris por apenas 0s041, enquanto Charles Leclerc ficou com a terceira posição. Oscar Piastri e Kimi Antonelli completaram as cinco primeiras colocações.
O resultado deixou Max Verstappen apenas em sexto lugar. O holandês é uma das principais figuras da história recente de Zandvoort e venceu as três primeiras edições desde o retorno da pista ao calendário. Depois dele, Norris venceu em 2024 e Piastri levou a prova de 2025.
Detalhes da pista
Zandvoort fica na costa do Mar do Norte e tem 4,259 km de extensão. O traçado conta com 14 curvas e combina trechos rápidos, mudanças de elevação e duas curvas inclinadas, características que ajudam a explicar por que ultrapassar no circuito costuma ser uma tarefa difícil.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAs curvas Hugenholtzbocht e Arie Luyendykbocht são as principais marcas da pista. Ambas são projetadas com ângulos de até 18 graus, o que corresponde a 32% de inclinação.
Além disso, o circuito tem uma das pistas de pit lane mais curtas da F1. A combinação entre o traçado estreito e as poucas oportunidades de ultrapassagem aumenta o peso da posição de largada. Desde o retorno em 2021, todos os vencedores do GP haviam partido da pole.
Zandvoort em números:
- 4,259 km: extensão do circuito;
- 14: número de curvas;
- 72: voltas no Grande Prêmio;
- 306,587 km: distância total da corrida;
- 1min11s097: recorde oficial da volta, de Lewis Hamilton.
História
A saída de Zandvoort da F1 está relacionada a questões financeiras e ao modelo de negócios da etapa. O circuito não recebe subsídios ou apoio financeiro do governo holandês e depende exclusivamente de patrocinadores privados e da venda de ingressos para viabilizar a realização do evento.
Muito antes da era Verstappen, Zandvoort já era parte da história da categoria. O primeiro Grande Prêmio válido pelo Mundial aconteceu em 1952, com vitória de Alberto Ascari pela Ferrari. A pista permaneceu no calendário, ainda que com algumas interrupções, até 1985.
Foram 36 anos de ausência até o retorno em 2021. A nova fase trouxe Verstappen como protagonista, mas o circuito já havia sido palco de vitórias de nomes como Jim Clark, Jackie Stewart, Niki Lauda e James Hunt.
Clark continua como maior vencedor do GP da Holanda, com quatro triunfos. O escocês ganhou em 1963, 1964, 1965 e 1967. Verstappen, Stewart e Lauda aparecem logo atrás, com três vitórias cada.
Despedida com novo formato
A primeira Sprint de Zandvoort será disputada neste sábado (22/8). Russell larga na frente, seguido por Norris e Leclerc, enquanto Verstappen parte da sexta posição. O brasileiro Gabriel Bortoleto começa em nono.
Depois da corrida curta, o sábado ainda terá a classificação para o GP, que começa às 14h. A despedida será concluída no domingo (23/8), às 10h.









