Gilmar Mendes manda arquivar investigação de estupro contra vice de Flávio
Gilmar Mendes entendeu não haver indícios contra Alfredo Gaspar (PL), vice de Flávio Bolsonaro. Investigação foi pedida por Lindbergh
06/10/2026 17:27, atualizado 06/10/2026 18:07

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta terça-feira (6/10), o arquivamento de um pedido de investigação por estupro contra o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL). Atualmente, Gaspar é candidato à Vice-Presidência na chapa de Flávio Bolsonaro (PL). Gaspar nega e fez um teste de DNA para desmentir as alegações.
A apuração teve início em março deste ano, depois que Alfredo Gaspar foi acusado de estupro pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS).
O arquivamento da investigação em relação a Alfredo Gaspar foi pedido Procuradoria-Geral da República. No parecer, a PGR apontou contradições nos depoimentos dos envolvidos.
Depois de uma discussão acalorada no Congresso, Soraya e Lindbergh apresentaram uma notícia de fato à Polícia Federal (PF) contra Alfredo Gaspar.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesNa peça, os dois acusam o congressista de ter mantido relações sexuais com uma menor de idade que tinha apenas 13 anos à época. A relação teria resultado no nascimento de uma filha, hoje com 8 anos.
A representação, no entanto, não trazia detalhes sobre quem seriam as pessoas envolvidas. Lindbergh disse à época ter enviado os nomes à PF, sob reserva.
No período, Alfredo Gaspar atuava como relator da CPMI da Farra do INSS no Congresso. A notícia de fato de Lindbergh e Soraya foi apresentada após um bate-boca entre os dois na sessão de votação do relatório final da CPMI.
Graças à ação de Lindbergh e de outros integrantes da tropa de choque governista, a CPMI terminou sem a aprovação do relatório final de Gaspar.
Além da investigação principal de estupro, também correm no Supremo outras duas três apurações relacionadas ao caso, para apurar o possível cometimento de crimes como denunciação caluniosa e coação por parte de Lindbergh Farias e Thronicke, e do próprio Gaspar.



