Vistos negados, revistas rígidas e tensão nos EUA antes da Copa
Casos envolvendo árbitro barrado, retenção de atletas e cancelamento de ingressos expõem rigidez migratória americana às vésperas da Copa
atualizado
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Os Estados Unidos estão no centro de uma polêmica relacionado à Copa do Mundo de 2026. Torcedores e delegações estão passando por revistas rigorosas e um árbitro da Somália, Omar Artan, foi impedido de entrar no país. Ele tinha visto válido, mas foi barrado no desembarque em Miami, nos EUA.
A Fifa informou que foi comunicada pelas autoridades americanas de que a decisão não seria revertida e ressaltou que não participa dos processos migratórios conduzidos pelos países anfitriões.
O Iraque também enfrentou problemas. O atacante Aymen Hussein, principal nome da seleção e autor do gol que garantiu a classificação do país para o Mundial, passou cerca de sete horas sob procedimentos de imigração ao desembarcar em Chicago. O episódio gerou preocupação na delegação iraquiana.
Em meio às tensões diplomáticas entre Estados Unidos e Irã, os impactos chegaram diretamente aos torcedores iranianos. A Federação de Futebol do Irã informou ter perdido a cota de ingressos destinada aos seus torcedores poucos dias antes da abertura da competição.
Com isso, os fãs que já haviam comprado passagens e reservado hospedagem precisarão disputar entradas na venda geral, cuja disponibilidade é limitada às vésperas do Mundial.
As restrições também afetaram a logística da seleção iraniana. Inicialmente, a equipe planejava se concentrar no Arizona durante a primeira fase, mas transferiu sua base para Tijuana, no México.
Os vistos concedidos aos jogadores permitem apenas entradas temporárias nos Estados Unidos para treinos e partidas, obrigando a delegação a cruzar a fronteira após cada compromisso. O presidente da federação iraniana, Mehdi Taj, também teve o visto negado e não poderá acompanhar a equipe em solo americano.
O caso mais recente envolveu a seleção de Senegal. Nesta terça-feira (9/6), a delegação desembarcou nos Estados Unidos para a disputa do Mundial, e uma cena chamou a atenção: durante a inspeção realizada por agentes de imigração, os integrantes da equipe foram submetidos a detectores de metal e tiveram de retirar os calçados. O episódio viralizou nas redes sociais e foi classificado como inadequado.
Embora a Fifa afirme trabalhar para garantir a participação de atletas, delegações, torcedores e profissionais de imprensa, a entidade reconhece que não possui autoridade para alterar as políticas migratórias dos países-sede. Os episódios evidenciam um dos principais desafios da Copa de 2026, disputada de forma conjunta por Estados Unidos, México e Canadá, cada um com regras próprias de entrada e permanência em seus territórios.
A Copa do Mundo de 2026 começa nesta quinta-feira (11/6). A estreia da Seleção Brasileira será no sábado (13/6) quando o time nacional encara Marrocos, às 19h (horário de Brasília). A equipe comandada pelo técnico Carlo Ancelotti ainda pega Haiti e Escócia na disputa do Grupo C.
