Com arbitragem pífia, Samambaia derrota o Ceilândia na Boca do Jacaré
Partida foi marcada por inúmeros erros de arbitragem, inversão de faltas, falta de critério, e até xingamento de técnico ao quarto árbitro
atualizado
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O Samambaia recebeu o Ceilândia no estádio Boca do Jacaré no último domingo (18/1) e venceu por 2 x 1, em jogo válido pela segunda rodada do Candangão 2026. Diego Xavier e Vitor Xavier marcaram para o Cachorro Salsicha, enquanto Patrickão descontou para o Gato Preto.
Mas o que chamou a atenção na partida foi a atuação do árbitro Pedro Copatt. Em vários momentos do jogo, Pedro inverteu faltas para as duas equipes.
O goleiro Edmar Sucuri, do Ceilândia, durante o primeiro tempo, retardou, de várias formas, o andamento da partida. A reportagem do Metrópoles contou que, em mais de 10 lances, o arqueiro alvinegro demorou para repor a bola ou alegou dores no ombro para parar o jogo. Em alguns casos, o goleiro demorou mais de 30 segundos para recomeçar o jogo, o que fere as regras do futebol.
O arqueiro do time alvinegro não chegou a ser punido pelos atrasos na partida, sendo advertido com cartão amarelo no segundo tempo, segundo a súmula, por “desaprovar as decisões da arbitragem”. Caso tivesse punição pela cera, seria o segundo cartão amarelo do jogador.
Além disso, o árbitro não adotou os mesmos critérios para aplicar cartões amarelos às duas equipes, como mostram os lances no vídeo.
O comportamento do treinador do Ceilândia, Adelson de Almeida, foi um dos outros problemas que Pedro teve na arbitragem da partida. Por várias vezes, o treinador do Gato Preto desrespeitou o assistente 1, Renato Gomes Tolentino, e o quarto árbitro, Maricleber Cardoso de Góis, utilizando-se até mesmo de palavras de baixo calão contra os integrantes de arbitragem.
Segundo relatos da beira do campo, o treinador chegou a afirmar várias vezes ao quarto árbitro que o assistente 1 deveria “enfiar a bandeira no …”. Apesar do alto e bom tom, ambos assistentes negligenciaram relatar as falas ao árbitro da partida. Adelson foi advertido aos 37 minutos do segundo tempo de jogo, apenas com cartão amarelo.
De acordo com a súmula, o treinador foi punido por “desaprovar com palavras ou gestos as decisões da arbitragem”, sem detalhamento das ações que teriam ocorrido.
Outro problema negligenciado pela arbitragem diz respeito à prática dos jogadores do Ceilândia de interromperem os contra-ataques do Samambaia, por meio de faltas, cuja reiteração teria que ter sido punida.
Na próxima rodada do Candangão 2026, o Samambaia visita o Gama, no estádio Bezerrão, no Gama. Já o Ceilândia recebe a ARUC no estádio Abadião, em Ceilândia. As duas partidas acontecem nesta quarta-feira (21/1).
