Cigano é nocauteado por Ngannou em 1m11s; Demian Maia vence

Lutas foram válidas pelo UFC Minneapolis. Com a vitória, camaronês Ngannou se aproxima de disputa de cinturão

atualizado

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Ngannou
1 de 1 Ngannou - Foto: Twitter/Reprodução

Não foi desta vez que Junior Cigano se credenciou para buscar o cinturão dos pesos pesados no UFC. O brasileiro foi duramente nocauteado pelo camaronês Francis Ngannou em apenas 1min11s na principal luta do evento em Minneapolis, nos Estados Unidos.

Foi o oitavo nocaute de Ngannou no octógono e a terceira vitória consecutiva do camaronês, que ressaltou seu desejo de ser o próximo desafiante ao cinturão da divisão contra Daniel Cormier, atual dono do cinturão, ou Stipe Miocic – os dois se enfrentam em 17 de agosto. Já Cigano teve uma sequência de três triunfos interrompida.

“Me senti muito bem. Estou muito feliz e espero que o UFC perceba que eu mereço lutar pelo cinturão contra o vencedor de Cormier e Miocic. Mereço um pouco de respeito”, cobrou o vencedor após a luta, que teve um desfecho breve. Ngannou começou chutando as pernas de Cigano, mas foi com uma sequência de cruzados que castigou o brasileiro e conseguiu confirmar a vitória depois da interrupção do árbitro em 71 segundos de combate.

No segundo embate mais aguardado da noite, Jussier Formiga, atual número um do mundo, foi nocauteado pelo norte-americano Joseph Benavidez. O brasileiro fez um bom primeiro round, com bons golpes de jiu-jítsu, mas sentiu principalmente os cruzados do rival e caiu nocauteado aos 4min47s no segundo assalto. O revés impediu Formiga de chegar à decisão dos pesos moscas do UFC e deixou Benavidez, número dois do ranking, como o mais provável desafiante do atual campeão, o também americano Henry Cejudo.

Marca histórica
O brasileiro Demian Maia conquistou neste sábado, no UFC Minneapolis, mais uma marca expressiva para a sua longeva carreira no UFC. O brasileiro venceu o norte-americano Anthony Rocco Martin por decisão majoritária dos juízes (29-28, 29-28 e 28-28) e, aos 41 anos, se tornou o segundo maior vencedor da história da organização, com 21 vitórias, atrás apenas do norte-americano Donald Cerrone, que tem 23 triunfos.

Além disso, o peso meio-médio também empatou com Jeremy Stephens como o terceiro lutador com mais lutas pelo UFC, com 30. Apenas Cerrone e Jim Miller tiveram mais aparições no evento (32).

“Rocco foi muito duro. Não esperava que ele fosse tão bom com as costas na grade e nas finalizações no solo. Foi difícil achar um jeito, mas consegui colocá-lo para baixo e ficar em posição superior”, afirmou Maia.

Nas outras lutas do card principal, Vinc Pichel se recuperou da última derrota para Gregor Gillespie e derrubou a invencibilidade de oito lutas de Roosevelt Roberts ao bater o adversário por decisão unânime dos juízes (triplo 29-28), o norte-americano Drew Dober venceu por nocaute o mexicano Marco Polo Reyes em 67 segundos de combate e outro norte-americano, Alonzo Menifield aumentou sua série invicta para nove vitórias ao nocautear o escocês Paul Craig no primeiro round.

Brasileiros vencem
Dois brasileiros tiveram resultados positivos no card preliminar em Minneapolis diante de dois adversários dos Estados Unidos. Ricardo Carcacinha superou o estreante Journey Newson por decisão unânime no terceiro round, enquanto Amanda Ribas estreou no UFC em grande estilo ao finalizar Emily Whitmire com um mata-leão no segundo assalto.

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