Caso Ronaldinho: empresária teria pago U$ 18 mil por documentos

Dalila López, responsável por levar o ex-jogador e o irmão ao Paraguai, segue foragida. R10 está preso desde o último 6 de março

atualizado 15/03/2020 10:17

Ronaldinho Gaúcho com policial no ParaguaiReprodução

Um mecânico e um auxiliar de contabilidade afirmaram, em depoimento à Polícia do Paraguai, que teriam feito os pedidos de confecção dos documentos falsos para Ronaldinho Gaúcho, o irmão Assis e o empresário Wilmondes Sousa Lira. Eles teriam desembolsado U$ 18 mil, aproximadamente R$ 85,2 mil, pelos passaportes. As informações são do UOL.

O mecânico Iván Ocampo e o contábil Sebástian Medina teriam encomendado os documentos com o funcionário do Departamento de Imigrações, Bernardo Arellano, segundo o Ministério Público. Teriam sido pagos U$ 6 mil pelo passaporte de cada pessoa.

De acordo com a reportagem, o advogado da dupla alegou que ambos acreditaram se tratar de um negócio legal, por isso mantiveram a encomenda. “Meus clientes declararam que a senhora Dalila López viabilizou o dinheiro para esse pagamento. No meu entendimento, a cobrança foi ilegal”, disse o advogado Gerardo Chamorro. A empresária Dalila López está foragida e foi responsável por levar R10 ao Paraguai.

O ex-jogador teve mais um recurso negado pela Justiça  na última sexta-feira (13/03). Ronaldinho e Assis estão mantidos em um presídio de segurança máxima. Eles estão detidos desde o dia 6 de março. Esta foi a terceira tentativa da defesa do ex-atleta e o irmão de tentar tirá-los da prisão.

A Câmara de Apelação do Paraguai considerou que, no caso dos ex-jogadores, há risco de fuga do país e, por isso, mantê-los presos é a única alternativa possível no momento.

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