
Árbitro somali barrado pelos EUA receberá pagamento integral da Fifa
Árbitro Omar Artan teve entrada negada nos Estados Unidos e não atuará na Copa, mas manterá o cachê previsto para participar da competição

Barrado de participar da Copa do Mundo 2026 após ter a entrada negada nos Estados Unidos, o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan receberá integralmente o pagamento previsto pela Fifa para os profissionais escalados para o torneio.
A informação foi divulgada pela BBC, que ouviu fontes da entidade máxima do futebol. Segundo a emissora britânica, o juiz terá direito ao cachê completo mesmo sem atuar em partidas da competição. Os valores não foram revelados, já que os pagamentos aos árbitros são realizados apenas após o encerramento do Mundial.
Aos 34 anos, Artan vivia a expectativa de ser o primeiro árbitro da Somália a trabalhar em uma Copa do Mundo. Integrante do quadro internacional da Fifa desde 2018, ele foi escolhido entre os 52 árbitros da edição de 2026.
No entanto, a participação de Artan foi inviabilizada após as autoridades americanas impedirem a entrada dele no país. O árbitro afirmou não ter recebido explicações detalhadas para tal decisão.
Posteriormente, o serviço de imigração dos Estados Unidos informou que a decisão foi baseada após verificações de antecedentes. Na semana passada, um representante do governo americano declarou que o somali estaria sendo investigado por suposto envolvimento com terrorismo.
Apesar da exclusão da Copa, a carreira de Artan segue em alta. Em 2025, ele foi eleito o melhor árbitro da África.
De volta à Somália, o árbitro foi recebido com homenagens no aeroporto local. Seu próximo compromisso internacional já está definido: Artan foi escalado para apitar a Supercopa da Europa, em jogo entre Paris Saint-Germain e Aston Villa, marcado para 12 de agosto, em Salzburgo, na Áustria.



