Acusado de racismo com segurança do Palmeiras já agrediu funcionária
Afastado da prefeitura de São José do Rio Preto, Fábio Marcondes já foi condenado por compra de votos e agressão
atualizado
Compartilhar notícia

Acusado de cometer racismo contra um segurança do Palmeiras no domingo (23/2), após a partida contra o Mirassol no Campeonato Paulista, Fábio Marcondes possui um histórico extenso de delitos anteriores. Fábio, que era vice-prefeito de São José do Rio Preto, tem em sua ficha casos de agressão contra uma mulher e um menor de idade, além de ter sido condenado por compra de votos.
O primeiro caso ocorreu em 2012, quando Fábio foi condenado por empurrar com violência uma funcionária da prefeitura da cidade que trabalhava na área de serviços gerais. A pena estabelecida foi o pagamento de uma indenização de R$ 67 mil reais.
Um ano depois, quando ainda era vereador de São José do Rio Preto, Marcondes agrediu com um tapa um adolescente de 17 anos que protestava em frente a Câmara Municipal da cidade. Em sua defesa, Fábio alegou que o ato foi uma reação a uma agressão sofrida anteriormente.
Já em 2017, o então parlamentar foi condenado a pena de um ano e 11 meses de prisão por compra de votos durante a campanha de 2016.
Racismo contra segurança
Ao final da partida entre Palmeiras e Mirassol, imagens registraram Marcondes se referindo ao funcionário do Verdão como “macaco velho” e “lixo”, causando indignação da vítima e seus colegas. Após a repercussão do caso, a prefeitura de São José do Rio Preto anunciou o afastamento de Fábio Marcondes.
“A prefeitura de São José do Rio Preto reafirma seu compromisso inegociável com os princípios da igualdade, do respeito e da justiça. Repudiamos veementemente qualquer ato de racismo e lamentamos profundamente o ocorrido. Diante do contexto, o vice-prefeito Fábio Marcondes está exonerado do cargo de Secretário Municipal de Obras e solicitou a licença do cargo de vice-prefeito municipal”, declarou a prefeitura em nota.
Além da exoneração, Marcondes pediu licença da função de Secretário de Obras do município. O Palmeiras relatou o ocorrido e afirmou que registrou um boletim de ocorrência sobre o caso.
“Seguimos firmes no compromisso com a ética, a transparência e o cumprimento da lei em todas as nossas ações”, afirma a prefeitura.
Defesa
Em contato com o Metrópoles, a defesa de Fábio Marcondes se posicionou sobre o caso. Veja a nota:
“A defesa técnica de Fábio Marcondes esclarece que os processos mencionados na matéria foram encerrados pela Justiça devido à completa ausência de provas materiais e de culpa.
O advogado Edlênio Barreto destaca que o suposto caso de agressão contra uma servidora pública foi arquivado, em 2013, pela 4ª Vara Criminal de São José do Rio Preto, após a denunciante ter afirmado, em juízo, que nunca sofreu as agressões descritas.
Em 2016, com base no parecer do Promotor de Justiça, a 5ª Vara Criminal de São José do Rio Preto extinguiu a punibilidade de Marcondes em relação à suposta agressão contra um adolescente.
Por fim, em 2019, o Ministério Público Eleitoral de São José do Rio Preto requereu o arquivamento do inquérito policial que investigava os supostos crimes previstos nos artigos 299 e 350 do Código Eleitoral, imputados a Marcondes, diante da completa ausência de provas.
A defesa lamenta o uso de processos jurídicos já finalizados com o objetivo de manchar a imagem de Fábio Marcondes e criar uma narrativa que interfira negativamente no atual inquérito. Rechaçamos, ainda, o oportunismo político que vem permeando a abordagem do mérito dos atuais fatos nas notícias”, finaliza o comunicado.






