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Nessa quarta-feira (6/11), a companhia de produção Defy Media anunciou que fecharia as portas, citando “falência”. A empresa era responsável por 250 funcionários divididos em diversos canais do YouTube, como Smosh, Clevver, AweMe, entre outros.

Em nota oficial, a companhia argumentou que “condições do mercado atrapalharam [sua] missão de criar um mundo com programação digital e construção de audiências” na plataforma de streaming. Essa notícia deixou a internet extremamente confusa e abriu uma discussão entre os influencers afetados pela decisão, sobretudo por causa dos US$ 70 milhões investidos na Defy Media em 2016.

Anthony Padilla, cocriador do canal Smosh, publicou um vídeo no qual acusa a Defy de “tomar vantagem” dele e de seu parceiro, Ian Hecox, de quem a companhia adquiriu a marca apenas por ações da bolsa de valores. A compra renderia dinheiro para eles se a Defy abrisse o capital da marca – o que nunca foi feito.

Além disso, o superstar Shane Dawson fez uma série de tuítes na noite de quinta-feira (7) após assistir ao vídeo de Padilla. Neles, acusou a companhia de “roubar todo o dinheiro dos criadores” e usá-lo para “pagar sua dívida”. Além disso, alegou ainda que a empresa “ameaçava processar seus funcionários quando eles pediam demissão por se sentirem desconfortáveis no espaço de trabalho”.

A história foi confirmada pelo namorado de Shane, Ryland Adams, em uma série de tuítes. Adams trabalhava para o canal Clevver, que foi afetado pelo fechamento da Defy. Na rede social, Ryland disse ter sido “forçado a participar da rede multicanal da Defy Media” após pedir demissão.

Ele diz também que nunca explicou sua decisão de sair da companhia pois estava sendo “ameaçado pelos advogados da Defy diariamente”. Com a decisão, uma porcentagem de seu salário como criador independente seria enviado para a Defy Media e ele receberia apenas uma parcela da renda. Além disso, Ryland alega não ter sido pago pelo mês de outubro.

A Defy também teria reivindicado a renda dos canais independentes de criadores associados à Defy citando uma violação de direitos autorais. Um dos criadores afetados, conhecido como “Furious Pete“, compartilhou uma foto no Twitter para demonstrar a desmonetização de seus vídeos. Na rede social, o YouTube anunciou que “todos os criadores serão separados da rede multicanal da Defy Media” e que estão tentando “liberar todas as violações de direitos autorais” dos canais independentes, mas que levará tempo.