Saiba como Cláudio Marzo, morto em 2015, reapareceu em Pantanal

Ator, que interpretou José Leôncio e Velho do Rio na Manchete, foi homenageado pela Globo em cena misteriosa

atualizado 15/08/2022 19:10

Cláudio Marzo aparece em PantanalGlobo/Reprodução

A Globo revelou os bastidores da misteriosa aparição de Cláudio Marzo no capítulo de Pantanal exibido no último sábado (13). O ator, morto em 2015, ressurgiu na frente do Velho do Rio (Osmar Prado) como líder de uma comitiva de fantasmas.

A homenagem póstuma ao intérprete de José Leôncio e Velho do Rio na Manchete foi criada em trabalho coordenado por Rafael Ambrosio, supervisor de efeitos visuais, e por Diego Thomazini, do centro de design. A ideia de incluir o rosto do ator partiu da equipe de efeitos em conversa com o diretor Gustavo Fernandez, que conduziu a filmagem da cena.

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“O trabalho mais árduo começou há três semanas, e foi completamente sigiloso”, contou Rafael Ambrosio ao GShow, destacando que a família de Marzo autorizou a edição e o uso das imagens dele.

O plano inicial era utilizar alguma imagem de Cláudio Marzo na primeira versão de Pantanal, mas a questão dos direitos autorais inviabilizou a ideia. A partir do trabalho de pesquisa de imagens, conduzido por Rafa Machado, da mesma equipe, foi localizada uma imagem do ator em Desejo Proibido, sua última novela, exibida em 2008 pela Globo.

“Pegamos várias imagens e sabíamos que ele não falaria em cena. Tivemos que encontrar reações que encaixassem na cena”, explicou Ambrosio. “Tivemos testes de captação e, quando foi gravada de fato, já sabíamos o ângulo e como deveria ser feito”, prosseguiu.

A Globo ainda utilizou técnicas de inteligência artificial para usar no rosto do ator, ferramentas utilizadas também por Hollywood. Com a cena gravada por Fernandez, Ambrosio e sua equipe tiveram o trabalho de recortar a imagem do ator utilizado para incluir o rosto e as reações de Marzo no lugar indicado.

Outro desafio foi tratar a imagem de Desejo Proibido, gravada na tecnologia SD, com 10 vezes menos qualidade do que a imagem de Pantanal, gravada toda em 4K.

“Tivemos um processo de restauração da imagem trabalhoso, mas do ponto de vista da homenagem, que cercava o efeito, vimos que tinha uma mega relevância. Era algo importante a se executar, nos deu gás para se dedicar”, comemorou o supervisor.

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