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Quem interessa o jornalismo que fala grosso com o povo e fino com o poder?

Lugares comuns como ouvir os dois lados podem fazer sentido a princípio, desde que não abra espaços para absurdos

11/06/2020 16:24, atualizado 11/06/2020 22:29
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Reprodução
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O jornalismo é cheio dos lugares comuns. Praticamente desde o primeiro dia de aula na faculdade o professor vai te falar para “ouvir os dois lados” de uma pauta. Nada mais justo, alguém pode dizer. Injustiças terríveis podem acontecer caso isso não seja seguido como princípio básico de toda a reportagem. E vão te falar sobre o caso Escola Base, um dos principais erros jornalísticos da história do Brasil.

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Mas, e sobre o caso da CNN Brasil, que resolveu dar voz a um neonazista foragido na justiça para atacar um suposto grupo antifascista? Não seria aí um limite para o discurso do ouvir os dois lados?

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