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Por quanto tempo o césio-137 de Goiânia seguirá radioativo?

Após o acidente com o césio-137, seis mil toneladas de rejeitos foram levadas para Abadia de Goiás, em 1987

27/03/2026 11:21
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Helena Yoshioka/Netflix
Imagem colorida de Johnny Massaro na série Emergência Radioativa da Netflix - Metrópoles

A série Emergência Radioativa, da Netflix, relembra o acidente com o césio-137 em Goiânia, em 1987. Quase quatro décadas depois, os rejeitos seguem ativos e só devem atingir níveis seguros em cerca de 300 anos, por volta de 2287.

Na época do acidente, dois catadores encontraram uma cápsula em uma clínica de radioterapia abandonada. Após a venda para um ferro-velho, o material radioativo se espalhou, contaminando 249 pessoas na capital goiana. Dos infectados, 129 precisaram de acompanhamento médico e quatro morreram.

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Área sendo preparada para receber definitivamente
Demolição de casas contaminadas pelo Césio-137
Johnny Massaro vive o protagonista Márcio en Emergência Radioativa
Johnny Massaro em Emergência Radioativa
Bukassa Kabengele como Evanildo
Depósito provisório dos rejeitos radioativos
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Depósito provisório dos rejeitos radioativos

CRCN-CO/CNEN
Área sendo preparada para receber definitivamente
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Área sendo preparada para receber definitivamente

CRCN-CO/CNEN
Demolição de casas contaminadas pelo Césio-137
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Demolição de casas contaminadas pelo Césio-137

Reprodução/Agência Internacional de Energia Atómica
Johnny Massaro vive o protagonista Márcio en Emergência Radioativa
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Johnny Massaro vive o protagonista Márcio en Emergência Radioativa

Yoshioka/Netflix
Johnny Massaro em Emergência Radioativa
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Johnny Massaro em Emergência Radioativa

Divulgação/Netflix
Bukassa Kabengele como Evanildo
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Bukassa Kabengele como Evanildo

Divulgação/Netflix
Demolição do Ferro Velho onde cápsula de Césio-137 foi aberta pela 1ª vez
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Demolição do Ferro Velho onde cápsula de Césio-137 foi aberta pela 1ª vez

Reprodução/Agência Internacional de Energia Atómica
Johnny Massaro em Emergência Radioativa, nova minissérie da Netflix
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Reprodução/Instagram
Clarissa Kiste e Paulo Gorgulho também estão no elenco de Emergência Radioativa
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Divulgação/Netflix
Devair Alves Ferreira
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Devair Alves Ferreira

Reprodução/TV Globo
Leide das Neves Ferreira, uma das mais marcantes vítimas do Césio-137
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Leide das Neves Ferreira, uma das mais marcantes vítimas do Césio-137

Divulgação
Israel Baptista dos Santos, vítima do Césio-137
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Estádio Olímpico foi utilizado como ponto de triagem durante a tragédia do Césio-137 em Goiânia
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Estádio Olímpico foi utilizado como ponto de triagem durante a tragédia do Césio-137 em Goiânia

Cnen
Caso de furto de césio-137 em Minas Gerais
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Caso de furto de césio-137 em Minas Gerais

Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)/Reprodução
Milhares de pessoas precisaram medir seus níveis de radioatividade
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Milhares de pessoas precisaram medir seus níveis de radioatividade

Reprodução/ Livro Césio 137 - 37 anos: A história do acidente radioativo em Goiânia
Manejo do recipiente com Césio-137 na Vigilância Sanitária
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Manejo do recipiente com Césio-137 na Vigilância Sanitária

Reprodução/ Livro Césio 137 - 37 anos: A história do acidente radioativo em Goiânia
Radiolesão provocada pelo Césio-137 em Goiânia
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Radiolesão provocada pelo Césio-137 em Goiânia

Reprodução/ Livro Césio 137 - 37 anos: A história do acidente radioativo em Goiânia
Luiza Odete mostra cicatrizes deixadas pelo contato com Césio-137
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Luiza Odete mostra cicatrizes deixadas pelo contato com Césio-137

Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
Geraldo Guilherme da Silva Pontes apresenta cicatrizes provocadas pela exposição ao Césio-137
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Geraldo Guilherme da Silva Pontes apresenta cicatrizes provocadas pela exposição ao Césio-137

Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
Lourdes das Neves Ferreira, hoje com 74 anos
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Lourdes das Neves Ferreira, hoje com 74 anos

Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto

Após o episódio, cerca de seis mil toneladas de rejeitos foram levadas para Abadia de Goiás em 25 de outubro de 1987. O material ficou inicialmente em um depósito provisório a céu aberto, armazenado em tambores, caixas e contêineres.

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A destinação gerou impasse nacional. Após protestos, o governo decidiu manter os rejeitos em Goiás e criou, em 1989, o Centro Regional de Ciências Nucleares do Centro-Oeste. Em 1991, teve início a construção do depósito definitivo.

O aterro permanente foi inaugurado em 5 de junho de 1997, com estrutura de concreto e camadas de proteção contra infiltração. Parte do material tem baixa radioatividade, mas todo o conjunto deve perder o poder radioativo em cerca de 300 anos, segundo o Governo de Goiás.