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Maria Beltrão afirma que fala de Eduardo Bolsonaro sobre "ruptura" é grave

Nesta quarta-feira, o deputado disse que participa de reuniões em que se discute "quando" acontecerá "momento de ruptura" no Brasil

28/05/2020 15:37
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GloboNews/Divulgação
Maria Beltrão

Maria Beltrão, apresentadora da GloboNews, classificou como grave as falas do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) em uma live. Na ocasião, ele critica a atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que autorizou mandados de busca e apreensão contra aliados de Jair Bolsonaro (sem partido).

Na transmissão ao vivo, Eduardo diz que participa de reuniões em que se discute “quando” acontecerá “momento de ruptura” no Brasil.

“É preciso dizer que essa questão de ruptura e esse tipo de atitude ‘vamos ver o que nós vamos fazer, não vamos deixar’, repetida pelo presidente Bolsonaro e pelo filho dele, é contra a lei. Quando o ministro Alexandre de Moraes assina sua decisão para aquela operação, deixa claro o que já é claro, mas hoje em dia as autoridades parecem esquecer: a lei proíbe você disseminar conteúdo defendendo a quebra de ordem política e social. A lei proíbe você disseminar conteúdo que pregue de alguma maneira um risco à democracia”, considerou Maria Beltrão.

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Eduardo Bolsonaro é deputado federal
Seguno o presidente Jair Bolsonaro, cargos para o Centrão são do terceiro escalão
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Seguno o presidente Jair Bolsonaro, cargos para o Centrão são do terceiro escalão
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Seguno o presidente Jair Bolsonaro, cargos para o Centrão são do terceiro escalão

Rafaela Felicciano/Metrópoles

“Quando o filho do presidente, um parlamentar, fala que não é mais questão de ‘se’, é questão de ‘quando’ chegar num momento de ruptura, é preciso dar a gravidade que essa declaração tem”, continuou a jornalista.

Na manhã desta quinta-feira (28/5), em um discurso transmitido na CNN Brasil, Bolsonaro disse que a operação é inadmissível, e que tudo tem limite. Ele chegou a falar um palavrão para dizer que a situação vai acabar.

“As coisas têm limite. Ontem foi o último dia e peço a Deus que ilumine as poucas pessoas que ousam se julgar mais poderosas que outros que se coloquem no seu devido lugar, que respeitamos. E dizer mais: não podemos falar em democracia sem Judiciário independente, Legislativo independente para que possam tomar decisões. Não monocraticamente, mas de modo que seja ouvido o colegiado. Acabou, porra!”, disse o presidente.