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Longe da TV aberta desde o papel de Dom Raposo – na novela Liberdade, Liberdade –, o fim do contrato com a Globo não abalou a carreira de Dalton Vigh. Fora da emissora carioca, o ator pôde dedicar-se a projetos variados e em canais concorrentes dos Marinhos. Entre eles, o filme-biografia de Edir Macedo, Nada a Perder, e o folhetim As Aventuras de Poliana, no SBT.

As estações pagas também abriram as portas para o intérprete: primeiro, com a bem-sucedida série O Negócio, na HBO; e, agora, no filme A Divisão, que também está prestes a estrear em versão seriada no Multishow. Em entrevista ao Metrópoles, o artista comemorou a atual ampliação do mercado para os atores e o surgimento de novas plataformas.

O volume de trabalho aumentou exponencialmente e é muito bom. Sem um contrato fixo, não preciso me limitar. Estou livre para aceitar outras propostas e me lançar em mais oportunidades"
Dalton Vigh

Tantos trabalhos proporcionaram a Dalton viver, em curto período, tipos totalmente diferentes: o ambicioso promotor Rodolfo Sherman, de O Negócio; um deputado estadual do Rio de Janeiro que tem a filha sequestrada, em A Divisão; o juiz corrupto de Nada A Perder; e o atual vilão em processo de redenção do roteiro de Íris Abravanel, em As Aventuras de Poliana.

 

 

De acordo com o ator, a possibilidade de interpretar sentimentos tão diversos é uma atividade importante para seu ofício. “É como músculos: quanto mais exercitamos, melhor a nossa forma”, compara. Para ele, o fato de os personagens terem histórias e comportamentos tão diversos facilitou a realização simultânea das produções. “Difícil seria se eles fossem parecidos. Imagina: ter de pensar em formas distintas de dar vida a pessoas similares!”, completa.

Aliás, o desafio de viver traços de personalidades tão diferentes atrai o artista no momento de escolher os papéis em que irá atuar. Foi assim quando Dalton aceitou se transformar no juiz Ramos, no longa-metragem dedicado ao dono da Record. “Não tenho preconceito de fazer nenhum personagem, pois o ator está a serviço da história”, ressalta. “Eu já tive a oportunidade, por exemplo, de interpretar Heinrich Himmler no cinema. Na época, senti muito receio, mas isso não me impediu de dar corpo ao nazista”, conclui.

 

 

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