Elize Matsunaga: 5 fatos bizarros que o filme da Netflix não mostrou
Nova produção da Netflix retrata os antecedentes e a execução do crime cometido por Elize Matsunaga, condenada por assassinar o marido
Cerca de 14 anos após o assassinato de Marcos Matsunaga, um dos crimes mais midiáticos do país voltou à tona com o filme Elize: Sombras de Uma Mulher, da Netflix. Duas semanas após o lançamento, em 22 de julho, o título se tornou a produção em língua não inglesa mais assistida da plataforma. Ainda assim, a uma hora e meia de duração do longa deixa de fora fatos bizarros relacionados ao homicídio.
Confira cinco fatos sobre o crime de Elize que ficaram de fora do filme:
1. O corpo foi enterrado sem um dos braços
De acordo com o livro Elize Matsunaga: A Mulher que Esquartejou o Marido, do jornalista Ullisses Campbell, Marcos foi sepultado sem o braço esquerdo. Isso porque nem todas as partes do corpo haviam sido localizadas até o sepultamento, realizado em 5 de junho de 2012.
Ao confessar, Elize disse que inicialmente pretendia seguir para o Paraná para se livrar do corpo. No entanto, mudou de ideia e escolheu uma área próxima a uma chácara onde costumava passar fins de semana com o companheiro.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles2. Elize se envolveu em um escândalo com um político
Antes de conhecer Marcos Matsunaga, Elize trabalhou no gabinete de Mário Sérgio Zacheski, então deputado estadual do Paraná pelo antigo PMDB. Segundo o livro, os dois teriam se envolvido romanticamente.
A história se passa em 2003 e 2004, quando Bradock tinha 50 anos e Elize 22. O livro afirma que ele pediu que a jovem deixasse a prostituição e fosse exclusiva dele.
Ela teria exigido uma mesada de R$ 10 mil e recebido, como parte da proposta, a promessa de um cargo comissionado na Assembleia Legislativa do Paraná. Após o fim da relação e a demissão, Elize teria ido à Assembleia, onde os dois teriam discutido novamente nos corredores do prédio, diante de jornalistas.
A relação, no entanto, é negada por Bradock. Segundo o livro, ele classificou a história como uma “montanha de mentiras” e afirmou que as acusações haviam sido criadas por inimigos políticos durante o ano eleitoral de 2004.
3. Uma serra elétrica foi comprada na véspera do crime
Durante as investigações, surgiram suspeitas de que Elize teria planejado a execução, sobretudo por causa da compra de uma serra elétrica, na véspera do crime. A acusação argumentou que o equipamento poderia ter sido comprado para facilitar o esquartejamento.
A defesa, porém, sustentou que a serra seria usada para abrir caixas de vinho. Apesar da suspeita levantada durante o julgamento, o exame da ferramenta não identificou vestígios de sangue na lâmina.
4. Elástico da cueca de Marcos foi usado no crime
De acordo com o livro, este é um dos detalhes mais incomuns descritos pela perícia: o elástico da roupa íntima do empresário teria servido como uma régua para o corte na cintura.
A autora do crime teria usado o elástico da cueca como parâmetro para manter o corte em linha reta. Além disso, o médico-legista destacou que a incisão evitou o rompimento do intestino. Segundo o livro, a preservação teria impedido o vazamento de fezes e a disseminação de um odor forte.
5. Marcos teve uma filha antes do casamento com Elize
Marcos Matsunaga tinha uma filha com a ex-esposa, Lívia, antes de se casar com Elize. Em um e-mail enviado a uma amiga em agosto de 2009, pouco antes de se casar novamente, Marcos comentou a separação e disse que sentia falta de conviver diariamente com a filha.
Após descobrir o envolvimento de Marcos com Elize, Lívia teria ido, acompanhada da filha, ao apartamento onde a então amante vivia. Após a separação, porém, o livro afirma que a ex-esposa passou por uma fase de ressentimento e teria dificultado o contato de Marcos com a criança. O motivo apresentado seria o comportamento explosivo do empresário.

















