Globo estudaria demissão de Cássia Kis após falas homofóbicas

Cássia Kis tinha afirmado que Travessia seria sua última novela, mas as recentes declarações homofóbicas podem acelerar esse fim de carreira

atualizado 31/10/2022 19:11

Cassia kis segura premio da globo - Metrópoles TV GLOBO / Alex Carvalho

Cássia Kis se tornou um nome viral no mês de outubro por conta das declarações polêmicas que fez. A atriz de 64 anos de idade, apoiadora declarada de Jair Bolsonaro (PL), fez comentários ofensivos à comunidade LGBTQIA+ e começou a reproduzir fake news.

A atriz, que faz parte do elenco de Travessia, novela da TV Globo, corre o risco de ser demitida, segundo a revista Veja. Ela tinha informado que o folhetim seria o último da carreira, mas a trajetória na emissora pode ser encurtada. Segundo apuração da publicação, existe a possibilidade de Glória Perez cortar a personagem feita pela atriz na produção do horário nobre.

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Travessia, inclusive, vem sofrendo com o Ibope baixo e com o desinteresse do público pela história. Nos bastidores da novela, parte do elenco não consegue mais lidar com a presença de Cássia Kis por conta dos fortes posicionamentos.

Globo contesta Cássia Kis

Recentemente, até a TV Globo foi obrigada a emitir uma nota reforçando o compromisso com a diversidade e a inclusão, além de repudiar qualquer forma de discriminação.

“A Globo tem um firme compromisso com a diversidade e a inclusão e repudia qualquer forma de discriminação”, diz o texto enviado pela assessoria de imprensa da emissora ao jornal O Globo.

Durante a live, a atriz afirmou ser católica, disse que estão “destruindo a família” e criticou relações homoafetivas, além de dizer que a pandemia foi “maravilhosa” para ela.

Cássia chegou a dizer que as “famílias tradicionais” estão ameaçadas pela “ideologia de gênero” e que algumas escolas possuem um “beijódromo” para as crianças se relacionarem. Porém, não apresentou nenhuma prova de que o local de fato exista.

“Não existe mais o homem e a mulher, mas a mulher com mulher e homem com homem, essa ideologia de gênero que já está nas escolas. Eu recebo as imagens inacreditáveis de crianças de 6, 7 anos se beijando. Duas meninas dentro de uma escola se beijando, onde há um espaço chamado beijódromo”, afirmou.

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