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Televisão

American Crime Story: entenda o drama que ronda a nova temporada

Americanos estão preocupados em relação à data de estreia da série, semanas antes das eleições presidenciais de 2020

18/08/2019 05:30, atualizado 19/08/2019 15:03
Getty Images
American Crime Story: entenda o drama que ronda a nova temporada

A terceira temporada de American Crime Story foi anunciada pelo criador, Ryan Murphy (Glee, American Horror Story, Pose), no início do mês. No entanto, a temática e a previsão de estreia têm preocupado os cidadãos americanos por conta das próximas eleições presidenciais.

Batizada de Impeachment: American Horror Story, a trama busca “desvendar o escândalo nacional que envolveu Paula Jones, Monica Lewinsky e Linda Tripp como principais personagens do primeiro processo de impeachment dos Estados Unidos em mais de um século”, de acordo com a sinopse divulgada pelo canal FX.

O elenco principal conta com Sarah Paulson no papel de Linda Tipp, Beanie Feldstein no papel de Monica Lewinsky e Annaleigh Ashford interpretará Paula Jones. A nova temporada tem previsão de estreia para o dia 27 de setembro de 2020 nos Estados Unidos. O problema está bem aí: a estreia aconteceria apenas semanas antes da eleição presidencial.

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Beanie Feldstein, que protagonizou Fora de Série, faz o papel de Monica Lewinsky
Linda Tripp, a responsável pelo vazamento das fitas que levaram a uma investigação do alegado caso entre Lewinsky e Clinton
Sarah Paulson, já acostumada a trabalhar em produções de Murphy (como as outras temporadas de American Crime Story e American Horror Story), faz o papel de Linda Tripp na nova temporada
Paula Jones, a cidadã que processou o Presidente Bill Clinton. A situação foi a primeira vez que um presidente americano teve de se defender em corte civil
Annaleigh Ashford, conhecida pelo seu trabalho na Broadway em peças como Wicked, Legalmente Loira e Kinky Boots, vai dar vida a Jones
Monica Lewinsky foi gravada por Linda Tripp, e seu caso com Bill Clinton foi exposto através das fitas
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Monica Lewinsky foi gravada por Linda Tripp, e seu caso com Bill Clinton foi exposto através das fitas

Sylvain Gaboury/FilmMagic
Beanie Feldstein, que protagonizou Fora de Série, faz o papel de Monica Lewinsky
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Beanie Feldstein, que protagonizou Fora de Série, faz o papel de Monica Lewinsky

Lars Niki/Getty Images for The Academy Of Motion Picture Arts & Sciences
Linda Tripp, a responsável pelo vazamento das fitas que levaram a uma investigação do alegado caso entre Lewinsky e Clinton
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Linda Tripp, a responsável pelo vazamento das fitas que levaram a uma investigação do alegado caso entre Lewinsky e Clinton

Dave Tracy
Sarah Paulson, já acostumada a trabalhar em produções de Murphy (como as outras temporadas de American Crime Story e American Horror Story), faz o papel de Linda Tripp na nova temporada
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Sarah Paulson, já acostumada a trabalhar em produções de Murphy (como as outras temporadas de American Crime Story e American Horror Story), faz o papel de Linda Tripp na nova temporada

Jean Baptiste Lacroix/Getty Images
Paula Jones, a cidadã que processou o Presidente Bill Clinton. A situação foi a primeira vez que um presidente americano teve de se defender em corte civil
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Paula Jones, a cidadã que processou o Presidente Bill Clinton. A situação foi a primeira vez que um presidente americano teve de se defender em corte civil

Larry Morris/The Washington Post/Getty Images
Annaleigh Ashford, conhecida pelo seu trabalho na Broadway em peças como Wicked, Legalmente Loira e Kinky Boots, vai dar vida a Jones
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Annaleigh Ashford, conhecida pelo seu trabalho na Broadway em peças como Wicked, Legalmente Loira e Kinky Boots, vai dar vida a Jones

Walter McBride/WireImage
Eleições de 2020

Enquanto alguns estão animados para a estreia, outros perceberam a proximidade da data com a data das eleições. O medo é que o seriado, ao revisitar o infame caso de Bill Clinton e Monica Lewinsky, possa ajudar o presidente Donald Trump a ser reeleito.

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O autor e jornalista de entretenimento na Entertainment Weekly, Mark Harris, afirmou que apesar de estar ansioso para ver a série, espera que a FX reconsidere a data de lançamento. “Não há nada que o Trump gostaria mais do que tornar [os últimos momentos da campanha eleitoral] de 2020 em uma revisitação aos Clintons”, disse Mark em um tuíte, “É um desserviço ao nosso frágil sistema político e às talentosas pessoas envolvidas nesse show”.

Mark ainda afirma que o timing do anúncio da estreia da terceira temporada é suspeito. “Oponho-me a uma estreia anunciada com 14 meses de antecedência que é uma tentativa de inserir o show na conversa eleitoral”, escreveu Mark. “Um cenário no qual o nomeado Democrata é perguntado em qualquer parada da campanha ‘Você repudia Bill Clinton? Hillary Clinton? A era Clinton?’ é fácil de imaginar”, concluiu.

A defesa da FX

O presidente da emissora, John Landgraf, se defendeu na terça-feira (06/08/2019) em um evento de imprensa para a Associação de Críticos de Televisão.

“Não acredito que vai determinar quem é o próximo Presidente dos Estados Unidos”, afirmou Landgraf sobre a série. “Acho que é um pouco histérico. Sou insistente e vou apoiar artistas que farão ótima arte e querem lançá-la em um momento que as pessoas vão assistir [à série]”, afirmou o executivo.

Frederick M. Brown/Getty Images
John Landgraf se defende contra críticas sobre a data de lançamento da nova temporada de American Crime Story

A série será uma adaptação do livro A Vast Conspiracy: The Real Story of the Sex Scandal That Nearly Brought Down a President, escrito por Jeffrey Toobin e lançado em 1999.

Monica Lewinsky

Monica Lewinsky, uma das mais importantes figuras na série também é essencial no seu cargo de produtora. Em carta enviada à Vanity Fair, Lewinsky lembra de se encontrar com o criador da série, Ryan Murphy, em uma festa de Hollywood. Foi aí que ele a convidou para fazer parte do projeto. “Ninguém deveria contar sua história exceto você, e é meio nojento se [fizerem isso]”, ela reconta o que Murphy a disse.

Axelle/Bauer-Griffin/FilmMagic
Monica Lewinsky, em carta à Vanity Fair: “Ao longo da história, mulheres têm sido traduzidas e silenciadas. Agora é nossa chance de contar nossas próprias histórias em nossas próprias palavras”

Em carta à publicação, Lewinsky afirma que hesitou aceitar o cargo por medo, mas que após um jantar com Murphy, ela aceitou ajudá-lo a produzi-la. “Pessoas têm cooptado e contado minha parte nessa história há décadas. Na verdade, não foi até alguns anos atrás que consegui completamente reivindicar a minha narrativa; quase 20 anos depois”, conta Monica.