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Música

Tropkillaz usa tecnologia deepfake em novo clipe e gera debate

Produção inovadora substitui rostos de dançarinos dos anos 1960, 1970 e 1980 pelos dos DJs André Laudz e Zé Gonzales

02/02/2021 05:00, atualizado 02/02/2021 14:35
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Divulgação
Fernando 3D

Capaz de substituir imagem, voz e feições de uma pessoa em vídeos — de discursos políticos a filmes pornôs —, as deepfakes se tornaram uma ameaça em um mundo dominado por fake news. Disposto a popularizar a estratégia para combatê-la e, claro, apresentar maneiras de “utilizá-la para o bem”, o duo de DJs Tropkillaz lançou o primeiro clipe feito 100% a partir da tecnologia.

Concebido em conjunto pelo produtor Marcos Lochiavo, pelo diretor de arte Fernando 3D e pelo programador Leandro “Na Prática”, o audiovisual de Oooh! (I Like It)! traz cenas de dançarinos performando várias coreografias em vídeos dos anos 1960, 1970 e 1980, com os rostos dos DJs André Laudz e Zé Gonzales, que integram o Tropkillaz.

Para completar os efeitos especiais, foram inseridas animações da era Soul Train da televisão nos EUA, além de motions psicodélicos. A ideia, segundo Fernando 3D, é “mostrar que tudo é possível” com a deepfakes.

“Resolvemos usar o humor pra disseminar mais ainda a tecnologia. Assim, a gente consegue se destacar, saindo um pouco do âmbito político”, comentou o diretor de arte, Fernando 3D, ao Metrópoles.
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Leandro tem um canal em que desvenda como funciona a técnica da deepfake
Marcos Loschiavo completa o time que produziu o novo clipe
Fernando 3D é especialista em animação digital
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Fernando 3D é especialista em animação digital

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Leandro tem um canal em que desvenda como funciona a técnica da deepfake
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Leandro tem um canal em que desvenda como funciona a técnica da deepfake

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Marcos Loschiavo completa o time que produziu o novo clipe
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Marcos Loschiavo completa o time que produziu o novo clipe

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Para criar o clipe, Lucas conta que teve de desenvolver um software de automação. O programa foi responsável por analisar os rostos de Zegon e Laudz, treinar seus movimentos e aplicá-los em massa nos vídeos antigos. “Sem isso trabalho seria impossível concluir o clipe em prazo aceitável”, explica o programador.

O resultado já está disponível nas plataformas digitais.

Confira: