Sulli: após suicídio, Coreia lança projeto de lei contra ofensas
A lei será apresentada no 49º dia desde a morte da atriz e cantora, no dia 14 de outubro
atualizado
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Após o suicídio da atriz e cantora Sulli, ex-integrante do grupo f(x), um grupo de legisladores da Coreia do Sul propôs projeto de lei que visa lidar com o ciberbullying. De acordo com o jornal World Today, a lei é apelidada de “Sulli Act”, em homenagem à jovem artista.
O jornal afirma que a lei será promulgada por nove membros da Assembleia Nacional e cerca de 100 organizações, incluindo a Global Culture & Art Solidarity, Federation of Korean Trade Unions e a Korean Government Employee’s Union, assim como aproximadamente 200 celebridades que tiveram experiência recebendo “comentários maliciosos” ou foram colegas de Sulli.
A lei será apresentada no 49º dia desde a morte de Sulli, no dia 14 de outubro. Embora nada indique o que a levou a cometer suicídio, muitos fãs e colegas de Jin-ri lembram que ela sofreu com comentários maliciosos durante grande parte da sua carreira. Um deles, o cantor Dongwan, do grupo Shinhwa, também escreveu um post após a notícia da morte da artista.
Ele culpou “grandes companhias de entretenimento” – uma maneira sutil de se referir à SM Entertainment, da qual ele e artistas como Sulli e Kim Jonghyun também faziam parte – por não oferecer mais ajuda aos seus artistas.
“Muitos [artistas novos] estão lutando internamente, debatendo quanta enfermidade eles conseguem aguentar em seus corações e continuar a trabalhar, tudo pelo que o dinheiro e a fama os proporcionam”. Ele ainda traça uma paralela entre o trabalho de atletas e cantores coreanos, afirmando que, se um atleta romper um ligamento, eles recebem um extenso tratamento.
“Não podemos deixar de notar como as ações preguiçosas de grandes companhias de entretenimento se tornaram hospedeiros de um vírus contagioso que pode se espalhar instantaneamente”, afirmou o cantor.














